Campeão pelo Sporting agora joga com Del Piero
O italiano De Franceschi, que em 1999/2000, representou o Sporting, numa época de glória que culminou com o fim do jejum de 18 anos, falou em exclusivo a A BOLA sobre Issa Doumbia, prestes a ser oficializado pelos leões, e ainda falou da sua nova atividade, o padel.
- Em 2007 terminou a carreira devido a problemas de saúde, mas saiu de bem com o futebol?
- Sim, sem dúvida. Vivi coisas muito lindas, como no Sporting. Foi uma loucura, após 18 anos ver os adeptos a festejarem uma conquista do clube, ruas e ruas cheias de gente, tudo verde e branco, que alegria ter vivido isso. Acabei por ficar só uma época, mas que quase valeu por dez! Fiz parte de um grupo forte, unido e acho que cumpri bem o que me competia.
- Depois de arrumar as chuteiras manteve-se nos relvados como adjunto do Padova e depois do Veneza. E agora?
- Atualmente ainda estou a trabalhar no mundo do futebol, faço trabalho de observação [scouting] para uma equipa italiana, sempre na procura de talentos, jogadores interessantes.
- Mas mudou de modalidade nos últimos tempos. Apostou no padel, joga e até tem um centro de treinos em Pádua.
- O futebol é paixão, mas agora dedico-me ao padel, sim. Criei o Mister Padel Mestrino, jogou com amigos e no passado sábado fizemos um evento onde vieram Alessandro Del Piero, Angelo Di Livio, Ciro Ferrara, Alessio Tacchinardi, Alessandro Matri, Polo Zanetti e Juanito Gomez, todos os ex-campeões da Serie A, foi um encontro muito bonito, passámos um bom bocado, jogámos, conversámos e rimos. Amigos que o futebol nos dá. Estou numa fase muito feliz da minha vida, estou tranquilo, a fazer o que gosto e me dá prazer.
«Quero levar o meu filho a Alvalade»
De Franceschi é persona grata no universo leonino, sempre muito acarinhado pelos adeptos e garante que o sentimento é recíproco.
«Fui dos primeiro italiano a vir jogar para Portugal [n. d. r. o primeiro foi Renato Marchiaro (Belenenses), depois Sergio Del Pinto (FC Porto) e no fecho do século XX chegou De Franceschi], e depois de quebrar jejum de 18 anos houve uma série de coisas, de eventos, de situações, que me permitiram manter um legado junto dos adeptos do Sporting. Sou sempre muito acarinhado. No ano que vem, quero levar o meu filho, que agora já é grande, a Alvalade, gostaria de voltar a ver uma partida de campeonato. É sempre um prazer regressar a Lisboa», realçou.