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Benfica: Schjelderup tem oferta inglesa e resiste a renovar
O Benfica está disposto a fazer um grande esforço financeiro para prolongar o contrato do extremo Andreas Schjelderup, mas encontrará dificuldade para ter sucesso na intenção. Sabe A BOLA, o internacional norueguês de 22 anos não tem nesta altura intenção de renovar o contrato com os encarnados, que expira em 2028. Tem em vista uma proposta de um clube da Premier League que lhe oferece sensivelmente os mesmos valores que o Benfica e a possibilidade de lutar por títulos, além de jogar a UEFA Champions League, palco onde a equipa benfiquista não marcará presença na nova temporada, porque não conseguiu a qualificação.
A SAD do Benfica, como A BOLA já detalhou, ofereceu ao nórdico uma proposta para renovar por mais três temporadas, o que elevaria as condições financeiras de Schjelderup já a partir da próxima época e lhe permitiria ganhar 18 milhões de euros líquidos no conjunto dos cinco anos (3,6 milhões por época — superando largamente o atual teto salarial do plantel, que ronda os 2,5 milhões de euros líquidos, sem prémios de desempenho ), portanto, até 2031. Schjelderup foi contratado aos dinamarqueses do Nordsjaelland por cerca de 14 milhões de euros, em janeiro de 2023.
O Benfica apresentou a proposta de renovação e pediu ao jogador para responder até determinada data, entretanto já expirada sem que Schjelderup tenha respondido. A intenção do jogador é não renovar, apesar de sensível ao esforço e vontade da SAD encarnada. O que move o atacante norueguês não é apenas o dinheiro, mas também o desafio desportivo, poder projetar-se num campeonato de maior dimensão e atingir um patamar superior na carreira.
O Benfica, pelo seu lado, sente que por enquanto tem o jogador protegido com mais dois anos de contrato e blindado por uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros. Para libertar Schjelderup, as águias exigem um mínimo de 40 milhões de euros.
Andreas Schjelderup terminou a temporada em momento de forma entusiasmante, com brilho nos jogos da Champions, que o projetou — na época, marcou 10 golos e fez sete assistências em 43 jogos pela equipa encarnada. Vai jogar o Mundial 2026 com a camisola da Noruega, podendo ganhar projeção ainda maior.
O cenário de perder Andreas Schjelderup já este verão vai ganhando contornos cada vez mais concretos, o que representaria uma baixa importante nos planos de Marco Silva, treinador que irá substituir José Mourinho na liderança técnica. Consciente da vontade do jogador e das sondagens que tem recebido por ele, a SAD do Benfica trabalha no mercado para contratar soluções. Mesmo com Schjelderup no plantel, o plano passa por contratar mais um extremo — Sidny Lopes Cabral saiu para o Trabzonspor e Bruma também pode ainda sair do clube —, mas pode surgir a necessidade de avançar por dois. A urgência é encontrar um jogador diferenciado e de qualidade, o que naturalmente obrigará a um esforço financeiro nas negociações.
Nos últimos dias surgiu a notícia de que poderia estar ativa a pista de Carlos Álvarez, extremo do Levante, mas as exigências do clube espanhol são altas e Álvarez joga preferencialmente pelo flanco direito, podendo, no entanto jogar pela esquerda ou atrás do ponta de lança.
Os encarnados, liderados nas movimentações no mercado pelo diretor-geral Mário Branco, têm vários jogadores sinalizados, mas por enquanto a primeira opção é manter Andreas Schjelderup.
Um cenário que ainda assim deve arrastar-se até encontrar clarificação, uma vez que é possível que o norueguês ainda esteja a jogar o Campeonato do Mundo na altura em que o Benfica tem o primeiro jogo oficial, a 23 de julho, nas pré-eliminatórias para a a Liga Europa.
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