Benfica: repetir com o Real Madrid o 2-0 ao Dínamo Bucareste de 1999
A tarefa do Benfica, amanhã, está longe de ser simples. Após a derrota na Luz por 0-1, é imprescindível vencer no terreno do Real Madrid, detentor de 15 Ligas/Taças dos Campeões Europeus, para que os encarnados possam seguir em frente — pelo menos até ao prolongamento, no caso de um triunfo pela margem mínima. Não se afigura fácil, desde logo por estarmos a falar do maior colosso da mais prestigiada e mediática competição da UEFA, uma equipa habituada a noites europeias decisivas e a reviravoltas memoráveis.
Há, depois, outro fator que adensa o grau de dificuldade e ensombra o sonho do Benfica em alcançar os oitavos de final: o peso do passado. Nas oito eliminatórias europeias anteriores (Taça/Liga dos Campeões, Taça UEFA/Liga Europa e Taça das Taças) em que perderam em casa na primeira mão, as águias foram eliminadas em sete delas.
Ficaram pelo caminho frente a Liverpool (1977/1978 e 2021/2022), Fiorentina (1996/1997), Dínamo Bucareste (1999/2000), Getafe (2007/2008), Chelsea (2011/2012), Inter (2022/2023) e Barcelona (2024/2025). Apenas por uma vez conseguiram contrariar a desvantagem trazida da primeira mão.
Esse momento de exceção ocorreu em setembro de 1999, precisamente diante do Dínamo Bucareste. O Benfica, então orientado por Jupp Heynckes e com João Pinto e Nuno Gomes como principais figuras, perdeu na Luz por 0-1 frente à formação romena, que contou nos derradeiros 25 minutos com o jovem Marius Niculae, jogador que, dois anos e meio mais tarde, sagrar-se-ia campeão pelo Sporting.
Duas semanas depois, na capital romena, o Benfica respondeu com personalidade e venceu por 2-0, com golos de Maniche (25’) e Chano (72’), garantindo a passagem à segunda eliminatória da Taça UEFA.
O desafio que agora se coloca ao Benfica é claro: repetir em Madrid o feito alcançado em Bucareste em 1999; repetir no Santiago Bernabéu o 2-0 do Cotroceni.