Benfica de Marco Silva avança na sombra: equipa técnica quase composta
A equipa técnica de Marco Silva no Benfica começa discretamente a revelar-se, sabendo-se já que o adjunto Gonçalo Santos e o preparador físico Gonçalo Pedro também viajam com o treinador português, que contará ainda com o técnico de guarda-redes Fernando Ferreira e o gestor de desempenho Bruno Mendes. Estes dois já trabalharam no Seixal.
O adjunto grego Antonis Lemonakis ainda não está garantido, tal como está ainda em aberto a possibilidade de Ricardo Rocha, da equipa de Mourinho, mas indicado pelo Benfica, prosseguir.
Marco Silva, refira-se ainda, está garantido no Benfica, siga Mourinho para o Real Madrid ou não, mas não pode ser anunciado. O Benfica tomou, pois, várias decisões em relação ao processo, em função não apenas do dossier José Mourinho/Florentino Pérez, mas sobretudo da necessidade de valorizar a entrada do novo técnico.
O treinador continuará a trabalhar discretamente ao serviço do Benfica, pelo menos até segunda-feira. Preparando o futuro, o mercado, a pré-época, mas sem ser visto em instalações do clube.
A apresentação de Marco Silva nunca acontecerá antes das eleições de domingo no Real Madrid e terá lugar na próxima semana, mas não provavelmente nos primeiros dias, pois o Benfica terá de preparar a cerimónia de assinatura. E deverá ser anunciado com a mesma pompa de Bruno Lage e José Mourinho, que foram apresentados perante os media e com a presença de Rui Costa, presidente dos encarnados. Valorizar a contratação de um técnico importante em termos nacionais e internacionais é algo que as águias não pretendem desprezar.
DESPEDIMENTO POLÉMICO
Marco Silva foi despedido pelo Sporting a 4 de junho de 2015, fez ontem 11 anos. «O Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD, vem comunicar que, não tendo sido possível chegar a acordo, o treinador Marco Silva foi hoje informado do seu processo de despedimento por justa causa», lia-se então em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Os leões colocavam termo a contrato de 3 anos, depois de terem ficado em 3.º lugar na Liga, ganha pelo Benfica de Jorge Jesus, que seria a grande estrela do verão, com Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, a roubá-lo ao rival. O Benfica parecia disposto a deixar sair Jesus, mas o presidente de então, Luís Filipe Vieira, mudaria de opinião e tentou no último momento recuperá-lo, sem sucesso.
O Sporting já teria acordo com Jesus e não conseguiu entendimento com Marco Silva para rescindir, decidindo então avançar para o despedimento. Entre as alegações, destacava-se a «quebra de lealdade», pelo facto de o técnico não ter usado o fato oficial do clube na final da Taça de Portugal. E também foi apontada ausência «sem justificação» numa reunião. O pedido de justa causa não colou e um mês depois o Sporting acabaria por chegar a acordo para a rescisão, por €350 mil, equivalente ao ano seguinte de contrato de Marco Silva.
O treinador seguiria para o Olympiakos, da Grécia, depois para Hull City, Watford, Everton e Fulham, todos de Inglaterra, nunca mais regressando a Portugal para treinar. Até agora.