O Farense venceu (1-0) a  1.ª mão com um golo de Candeias. -Foto: SC FARENSE
O Farense venceu (1-0) a 1.ª mão com um golo de Candeias. -Foto: SC FARENSE

Belenenses-Farense: história dá esperança azul, leão ruge melhor fora

Segunda-mão do play-off entre a Liga 2 e a Liga 3 joga-se sábado, no Restelo. Azuis da Cruz de Cristo dominam em casa, leões de Faro felizes longe do São Luís. Carlos Fernandes dá ligeiro favoritismo aos algarvios

Com casa cheia, no próximo sábado o Restelo volta a ser palco de um confronto com muitos anos de história. Belenenses e Farense vão jogar os últimos 90 minutos do play-off entre o 16.º colocado da Liga 2 o 3.º classificado da Liga 3, depois de na 1.ª mão os algarvios terem derrotado (1-0) os azuis da Cruz de Cristo, em Faro. Uma vantagem magra, que deixa tudo em aberto.

No jogo do tudo ou nada, os responsáveis do Belenenses querem encher o Restelo de azul esperança e vão franquear as portas aos seus sócios e adeptos, acreditando que se mantenha a tendência dos confrontos entre ambos no seu recinto, que é (muito) favorável ao emblema da Cruz de Cristo: 17 vitórias em 23 partidas oficiais. Os algarvios só venceram três, todos na década de 90, com Paco Fortes no comando.

És de Faro, és Farense, é um slogan que há alguns anos tem mobilizado a população da capital do Algarve em torno do clube, mesmo quando o momento não é o melhor. Assim foi quando os leões de Faro, em 2006, tiveram de renascer nos distritais, com os adeptos a não olharem ao dia, horas e quilómetros, para marcarem presença nos jogos da sua equipa. No sábado, o ritual volta a repetir-se. Além das excursões organizadas pelo clube, a mobilização popular por meios próprios irá também pintar o estádio do Belenenses de branco, na esperança da conquista de um bom resultado, na senda do que o Farense tem feito nos últimos tempos longe do São Luís, onde tem sido mais feliz. Nesta temporada, dos 40 pontos conquistados nas 34 jornadas da Liga 2, 23 foram fora de casa, tendo o Farense perdido apenas seis partidas. São dados que motivam ainda mais os seus adeptos, para a derradeira deslocação.

Carlos Fernandes jogou nos dois clubes e nutre grande carinho por ambos. «O Farense abriu-me as portas da Liga e o Belenenses permitiu-me estabilizar nessa divisão», referiu o antigo lateral-esquerdo a A BOLA. «Foram dois clubes que me marcaram e é com enorme orgulho que os tenho no meu passado», reconheceu.

Treinador Carlos Fernandes. Foto União de Santarém
Carlos Fernandes jogou no Farense e no Belenenses. -Foto: U. SANTARÉM

«Neste momento pode-se considerar que o Farense é ligeiramente favorito, mas quem viu o jogo e o equilíbrio que foi no São Luís, sabemos que um golo é uma vantagem muito pequena. Vale o que vale, porque quem viu o jogo sabe perfeitamente da qualidade do Belenenses e o resultado poderia ter sido outro», disse o treinador, que nas três últimas temporadas orientou o U. Santarém.

«O Belenenses vai ter de ir à procura, mas com a consciência de que tem de defender bem, porque um golo do Farense vai complicar ainda mais a tarefa. E o Belenenses também sabe que o Farense se tem apresentado melhor fora, do que em casa. Portanto, é um jogo de superação para a equipa do Belenenses, que está perfeitamente capacitado para conseguir um grande jogo contra uma equipa de um escalão superior, como já aconteceu num passado recente em eliminatórias da Taça de Portugal», indicou.

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