As dúvidas, árbitro e a liga que importa: tudo o que disse Rui Borges
— Este será o terceiro clássico da temporada. Já não haverá muitos segredos, mas que jogo espera, sendo este numa competição diferente?
— É mais um, diante de uma boa equipa que está em primeiro no campeonato. É só a primeira parte... Será um bom jogo e queremos sair da 1.ª mão com uma vitória, isso é certo. Vamos jogar em casa e queremos levar uma vantagem da 1.ª mão.
— No final do último jogo disse que não tinha visto o penálti para o FC Porto. Agora já teve oportunidade de ver? Que opinião tem do lance?
— Para mim poderia não ser penálti, mas o árbitro decidiu dessa forma. Não vou estar a falar de arbitragens e de lances de outros jogos.
— Ioannidis pode ir a jogo?
— Está em dúvida. Tem sido um bocadinho e continua, é dia a dia, é perceber como se sente.
— O último clássico acabou por ser um jogo muito amarrado, com poucas ocasiões. Acredita que este será muito diferente e haverá menos receio das equipas?
— Não falo de receio, acho que há é um grande respeito entre as duas equipas. Sabemos que há sempre um lado estratégico, como é normal dos jogos grandes. Agora já não há aquelas coisas como passar a bola ao guarda-redes para ele agarrar. Às vezes temos de ser mais inteligentes e as equipas não se expõem, mas acredito que vai ser um bom jogo com duas equipas a querer jogar, mesmo com essa estratégia.
— Como analisa a escolha de Cláudio Pereira, que vai estrear-se a apitar em clássicos? E que opinião tem da Liga virtual e real que foi divulgada pelo Benfica?
— Não vou comentar, vou focar-me no FC Porto. A classificação real é a que importa e amanhã nem é isso, é outra competição. Estamos focados no que poderemos fazer perante o FC Porto para estarmos na final, que é o nosso objetivo. Defender um título que é nosso e queremos continuar a lutar para mantê-lo do nosso lado. Cláudio Pereira? Não vou comentar, alguém tem de apitar. Espero que faça um bom jogo também para o seu crescimento, que faça um bom jogo e esteja dentro de um bom espetáculo.
— Que FC Porto espera? Vai haver gestão das duas equipas?
— Ainda não estou a pensar no jogo com o SC Braga. Só estou a pensar neste jogo no qual podemos dar um grande passo para defender um título que é nosso. Sobre surpresas no adversário, não estou à espera de muitas mudanças, mas há sempre algumas.
— Os guarda-redes entram nesse plano de rotação? Rui Silva será o titular?
— Quanto ao guarda-redes, nunca disse quem era o titular. Entre Rui Silva, Virgínia e Callai todos têm de estar preparados. Não há guarda-redes de competições. Há guarda-redes de Sporting e qualquer um pode jogar.
— Pedro Gonçalves e Debast podem ser opção?
— Pote e Debast estão prontos para ir a jogo.
— Ainda tem muitas dúvidas sobre o onze do Sporting e do FC Porto?
— Estou mais preocupado com as minhas dúvidas do que as do FC Porto e elas existem quase sempre. Faz parte, às vezes a almofada diz-nos coisas e de repente mudamos. Neste jogo são poucas.
— Este jogo será um confronto de estilos. A variabilidade ofensiva do Sporting contra a consistência defensiva do FC Porto...
— Quanto à variabilidade de jogo, sabemos que podemos estar mais vezes em bloco baixo como num jogo de Champions. É a equipa que melhor defende em Portugal, sabe jogar em bloco baixo e é forte no ataque rápido. No último jogo conseguimos anular bastante bem e o adversário não criou quase ocasiões. Vamos ter de ser muito comprometidos a defender, contra uma equipa que também o é. Depois com bola vamos ter fazer o que temos feito para ultrapassar uma equipa que defende muito bem e teremos de estar muito unidos e comprometidos.
— Depois do que se passou no último clássico, com adeptos a atirar camisolas do Atlético Madrid a Hjulmand, vai ser mais fácil motivar a equipa? O Sporting é favorito por jogar em casa?
— Nestes jogos é sempre 50-50. Peço aos adeptos que nos apoiem e nos deem força para ganhar este jogo. Quanto ao que aconteceu no último clássico, não vai mexer em nada. Queremos muito ganhar este jogo para, como já disse, ganhar um troféu que vencemos na época passada. A motivação é essa. Somos Sporting e somos detentores da Taça de Portugal.
— Consegue prever que FC Porto se apresentará face às ausências que tem?
— É natural que com o tempo as equipas se vão conhecendo melhor e vão estando mais preparadas para os confrontos. Espero na mesma uma equipa muito competitiva num jogo entre as equipas que vão à frente no campeonato. É normal que aqui e ali a adrenalina e a paixão no jogo possam fazer perder a concentração e isso pode sair tendo em conta a qualidade das equipas e às vezes um rasgo individual resolve o jogo. Por isso espero um jogo muito competitivo.
— Na próxima época as meias-finais da Taça serão jogadas apenas num jogo. Concorda com a medida ou preferia as duas mãos?
— Considero positivo o atual modelo, porque me lembro do meu passado e de onde venho e dá oportunidade às equipas mais pequenas quando defrontam adversários maiores. Assim, acaba por ser mais justo equipas de escalão inferior jogarem sempre em sua casa e de se fazerem valer por isso e de poderem sonhar.
— As duas equipas estão muitos diferentes em relação ao primeiro confronto desta época. Será tudo diferente?
— Não... o momento individual acaba por ser diferente, tendo em conta a fase da época e o cansaço. Mas a identidade da equipa não muda. São equipas equilibradas e que a qualquer momento podem ferir o outro. No resto, quanto à identidade, acho que estão iguais.
— Quem está de fora deste jogo?
— Ricardo Mangas e Kochorashvili estão fora.