O piloto espanhol da Yamaha, Alex Rins, não tem equipa para o próximo ano. IMAGO
O piloto espanhol da Yamaha, Alex Rins, não tem equipa para o próximo ano. IMAGO

Álex Rins foi despedido da Yamaha por telefone e tem futuro em risco no MotoGP

Apesar de lhe terem pedido segredo, o espanhol tornou tudo público, hoje, e assumiu que tem futuro incerto no MotoGP que este fim de semana assentou praça em Jerez de la Frontera.

Álex Rins confirmou que não continuará na Yamaha na próxima temporada, uma decisão que coloca em dúvida a sua permanência no Mundial de MotoGP. O piloto espanhol revelou a notícia à imprensa à chegada ao Circuito de Jerez, explicando que a equipa de Iwata optou por contratar outro piloto para o seu lugar.

A saída de Rins sugere uma renovação total na dupla de pilotos da Yamaha, uma vez que também se espera a partida de Fabio Quartararo para a Honda. Embora a equipa não tenha confirmado oficialmente, os rumores apontam para a chegada de Jorge Martín, que poderá fazer dupla com Ai Ogura em 2027, sendo este último o mais cotado para ocupar a moto de Rins.

Foi o próprio piloto espanhol quem detalhou como soube da decisão. Um telefonema para Massimo Meregalli [Maio], o diretor da equipa, transformou os rumores em certeza.

«Liguei ao Maio , o Massimo Meregalli, para uma conversa normal. Tenho uma ótima relação com ele. Quando liguei, perguntei-lhe diretamente: 'Há alguma novidade?'. E ele não disse nada. Eu insisti: 'Maio'. Ele respondeu: 'Não posso dizer nada, mas vou dizer-te, porque tenho uma boa relação contigo, mas não contes a ninguém: já contratámos o segundo piloto'. Foi só isso. Tentei perguntar-lhe quem era, mas ele não me disse, como é habitual».

A notícia, recebida após apenas três corridas na temporada, foi um duro golpe para Rins, que se mostrou visivelmente frustrado com o timing da decisão. O piloto questionou a pressa da Yamaha, especialmente por se tratar de um projeto em fase inicial, com a equipa a competir pela primeira vez com o novo motor V4.

«Num projeto verdadeiramente novo, como se pode decidir o futuro em apenas três corridas? Com a moto a não render a 100%», desabafou Álex, que garante ter dado o máximo. «Desde o primeiro dia, desde que testámos a moto em Barcelona naquele teste privado. É curioso, sem dúvida. Surpreende-me que em três corridas tenham decidido tudo», acrescentou.

No ano passado, recorde-se, a Yamaha tomou a mesma decisão em relação ao futuro de Miguel Oliveira, mesmo sabendo que o piloto português tinha estado lesionado durante várias corridas, depois de ter sido abalroado por Aldeguer e se ter lesionado.

Com o mercado de pilotos bastante competitivo, o futuro de Rins no MotoGP está agora em aberto. Apesar da incerteza, o espanhol promete continuar a lutar por um lugar na grelha.

«Neste momento não sei. Não sei. A única opção que tenho é dar tudo em pista. Como podes imaginar, lamento, porque com uma moto que não está no seu pleno rendimento, não se consegue estar no topo. Portanto... tens de correr à tua maneira e dar o teu melhor, e logo se vê. Vamos trabalhar arduamente», concluiu.