Alerta Sporting: Ioannidis com época em risco e Luís Guilherme longe das 'finais'
Serão, certamente, as piores notícias para atacar a fase mais determinante da temporada. Sem tempo para carpir mágoas após a eliminação com o Arsenal da Liga dos Campeões, o Sporting prepara-se para enfrentar duas finais — dérbi com o Benfica para a Liga e o clássico com o FC Porto para a Taça de Portugal — sem dois daqueles que poderiam ser dos mais importantes trunfos na gestão do plantel nesta fase: Fotis Ioannidis e Luís Guilherme.
O caso mais preocupante é o do internacional grego. O avançado de 26 anos, contratado ao Panathinaikos por 22 milhões de euros, está com a época praticamente comprometida. Depois de somar apenas três jogos em 2026, Ioannidis, ao que foi possível apurar, não registou qualquer evolução nos últimos dias e o cenário de uma intervenção cirúrgica ganha cada vez mais força.
A origem do problema remonta a novembro, nos Açores, frente ao Santa Clara, quando sofreu uma lesão ligamentar no joelho direito. Ainda regressou à competição, mas a recaída acabou por travar definitivamente a recuperação. Apesar do discurso ainda cautelosamente otimista de Rui Borges, a realidade aponta para um desfecho duro: Ioannidis dificilmente voltará a jogar esta temporada e poderá mesmo ver comprometida a preparação para 2026/2027.
O otimismo também deu lugar à desilusão no que respeita a Luís Guilherme. O extremo brasileiro de 20 anos, que chegou em janeiro rotulado como a grande aposta para a segunda metade da época, continua sem trabalhar com o grupo devido a uma entorse no tornozelo esquerdo, contraída em meados de março, e prossegue um rigoroso plano de recuperação, sem pressas, de forma a não agravar o problema.
Apesar de ter regresso previsto para esta semana, o brasileiro está praticamente descartado para a receção às águias, no domingo, e muito dificilmente recuperará a tempo da visita ao Dragão, na quarta-feira. Rui Borges perde, assim, o desequilíbrio individual e a irreverência que o brasileiro prometia trazer para os corredores laterais.
Sem o avançado e o extremo, o treinador vê-se, dessa forma, obrigado a espremer ainda mais o grupo. Luis Suárez, sem surpresa, à imagem do que tem acontecido nos últimos jogos, terá de assumir o peso total da responsabilidade ofensiva num calendário asfixiante, sendo previsível que tenha de jogar nos limites, sob constante planeamento da gestão da condição física. Como alternativa direta no banco para o ataque, restará a juventude de Rafael Nel. Promovido da equipa B, o jovem avançado de 21 anos tem somado minutos residuais, mas a ausência de alternativas poderá catapultá-lo para um papel de inesperado protagonista (como já aconteceu nos golos que apontou o Bodo/Glimt e Santa Clara) nos jogos que decidem títulos.
Duas baixas importante, dores de cabeça acrescidas para Rui Borges. O treinador entra nas finais com margem de erro reduzida e soluções limitadas, numa altura em que cada detalhe pode fazer a diferença. Mas será com os atuais — aqueles que foram a jogo com o Arsenal — que Rui Borges terá de enfrentar as próximas duas batalhas de grande importância na época.