Aí está a Lampions League, que este ano não deixa jogar o campeão
A Lampions League, como é conhecida entre os adeptos a Copa do Nordeste, num jogo de palavras entre Champions League e Lampião, o lendário cangaceiro que aterrorizou a região no início do século passado, começa sem a presença do campeão. O Bahia, maior vencedor da prova, com cinco triunfos, o último dos quais em 2025, está impedido de participar por culpa de um regulamento da CBF que o próprio presidente do organismo admite rever em 2027.
Para aliviar o congestionado calendário brasileiro, Samir Xaud, líder da CBF, decidiu que clubes nordestinos que estivessem envolvidos em competições continentais, como Taça dos Libertadores ou Copa Sul-Americana, não estariam na competição. Nada contra, terá pensado o Bahia. O problema é que o Tricolor acabou eliminado da Libertadores antes do esperado, logo na pré-eliminatória, frente ao acessível O’Higgins, do Chile, e agora não tem nem prova continental, nem prova regional para disputar.
«Para esta edição nós não temos como alterar o que foi acordado…», disse Xaud, ao globoesporte, no dia do sorteio da Copa do Nordeste, cujo hino é uma versão em forró do da Champions League, composto pelo britânico Tony Britten, baseado em melodia do compositor alemão Friderich Handel. «No futuro? Eu diria que não mas vamos avaliar», completou Júlio Avellar, diretor de competições da CBF. O próprio Bahia, arrependido de ter assinado o regulamento, consultou a entidade sobre a possibilidade de voltar atrás, sem sucesso.
Com isso, o caminho fica livre para o Vitória, maior rival do Bahia, com quatro triunfos, e o outro clube da região na Série A do Brasileirão, concentrar o favoritismo no Nordestão, mais uma das alcunhas da prova. No ano passado, as apostas estavam mais distribuídas já que cinco clubes nordestinos atuavam na elite nacional: além do duo de Salvador, o Sport, do Recife, e o Ceará e o Fortaleza, de Fortaleza, todos despromovidos à Série B deste ano. Os três, entretanto, são tricampeões da Lampions League.
O torneio, considerado o regional mais forte do Brasil, distribui 660 mil euros em prémios, o que pode desafogar as finanças dos clubes menores divididos pelos quatro grupos da competição. No A, estão Vitória, Sousa, Itabaiana, Fluminense, do Piauí, e ASA; no B, Juazeirense, CRB, Botafogo, da Paraíba, Confiança e Piauí; no C, Ceará, Sport, América, de Natal, Ferroviário e Imperatriz; e no D, ABC, Fortaleza, Jacuipense, Maranhão e Retrô. Os dois primeiros apuram-se para os quartos, depois meias e finais, marcadas para 3 e 7 de junho. Que começe o forró.