País de Gales são uma das oito seleções em jogo nos particulares da próxima terça-feira - Foto: IMAGO

Adeus Mundial, olá particulares: os jogos que ninguém queria jogar estão a chegar

Nem todos os jogos contam para a história, alguns existem apenas porque têm mesmo de ser jogados...

Há jogos que valem tudo… e depois há os jogos que ninguém queria jogar. Esta pausa internacional traz um desses casos insólitos, com a UEFA a oferecer encontros de consolação às seleções derrotadas nas meias-finais do play-off de acesso ao Mundial 2026 — partidas que pouco ou nada significam, mas que terão mesmo de ser disputadas.

O cenário é simples e, ao mesmo tempo, algo ingrato: 16 seleções entraram em campo nas meias-finais dos vários caminhos de qualificação, com o sonho do Mundial bem vivo. Oito seguiram em frente para as finais decisivas. As outras oito, afastadas da corrida… não vão para casa. Em vez disso, por imposição regulamentar da UEFA — que obriga todas as seleções a realizarem dois jogos durante a pausa internacional — acabam emparelhadas entre si para disputar encontros particulares no mesmo dia das finais.

O resultado? Jogos sem contexto competitivo, sem objetivo concreto e, sobretudo, sem grande motivação. Afinal, poucos dias depois de verem escapar o sonho de um Campeonato do Mundo, os jogadores terão de voltar a campo para cumprir calendário. E, no meio da frustração, até surgiu uma preocupação prática: o risco de lesões em partidas sem verdadeiro significado competitivo.

Os encontros já estão definidos: País de Gales-Irlanda do Norte (Caminho A), Ucrânia-Albânia (Caminho B), Eslováquia-Roménia (Caminho C) e República da Irlanda-Macedónia do Norte (Caminho D). Todos eles estão marcados para terça-feira, às 19h45 (hora de Lisboa) - precisamente à mesma hora das finais que vão decidir quem segue para o Mundial -, um detalhe que reforça ainda mais o contraste entre jogos de tudo… e jogos de nada.