«A nossa Champions é o campeonato» e receção de Gyokeres: tudo o que disse Rui Borges
- O que quer tornar realidade na Champions?
- Queremos tornar realidade o sonho, continuar a marcar o nosso caminho individual e coletivo. Acima de tudo, marcar a história de um grande clube como o Sporting, esperamos e acreditamos que podemos continuar a fazer algo de diferente, de extraordinário. Vai ser importante a ajuda dos adeptos, fazer Alvalade mais uma vez mágica para vencer um grande Arsenal.
- O Arsenal tem favoritismo?
- Nesta fase não se pode dar favoritismo a ninguém. São duas grandes equipas, a disputar uma eliminatória avançada na competição, duas equipas que marcaram positivamente o seu trajeto. O Arsenal tem 9 jogos 10 vitórias, 5 golos sofridos. O Sporting só tem vitórias em casa para a Champions, quando ninguém esperava ficou nos 8 primeiros. Vai haver respeito, cada um com as suas armas, virtudes e defeitos. Não acho que haja favoritismo, mas os adeptos podem ajudar a fazer a diferença. São uma grande equipa, injusto dizer a melhor, mas estão nas 2-3 melhores equipas da europa.
- Como travar Gyokeres?
- Em relação ao Viktor, é um grande jogador, não nos focamos só nele, focamo-nos no coletivo. Grandes jogadores podem fazer a diferença numa distração nossa e o Viktor esta nesse lote. Sabemos do que ele é capaz, é um grande jogador e por mais que os conheça os grandes jogadores fazem a diferença.
- É a melhor fase para defrontar o Arsenal, vindo de duas eliminações?
- Não, não acredito nisso, porque é uma grande equipa e querem ganhar tudo. Vão esta mais concentrados, rigorosos, sinceramente ainda vão dificultar mais o nosso trabalho. E isso dá-nos vontade de fazer algo extraordinário que nunca foi feito.
- Como reage aos elogios de Mourinho?
- Levei essas palavras como um elogio de um grande treinador, apenas e só isso. Aprendi com os melhores, se calhar, e ele está inserido nos melhores porque sempre foi uma referência para todos os treinadores portugueses.
- Campeonato ou Champions?
- O Sporting vai querer ser sempre competitivo em tudo, mas a nossa Champions é o campeonato e isso está fora de questão. É o nosso principal objetivo. A Champions, vamos lutar por continuar a fazer algo de diferente, o coletivo tem dado essa resposta e amanhã quem jogar dará uma grande resposta e vai dignificar o emblema.
- São dois jogadores competitivos e é natural que em algum momento haja faísca, mas no lado bom da palavra. Têm ambos intensidade acima da média, mas para parar o Viktor temos quatro grandes centrais, cada um da sua maneira e capacidade.
- No último Sporting-Arsenal, perderam 1-5, o Arsenal pouco mudou e o Sporting mudou muito. É uma vantagem ou uma desvantagem e analisaram esse jogo?
O foco está no presente e não no passado para conseguir um futuro cada vez melhor. São duas grands equipas, fases diferentes, têm mais jogadores o Arsenal, se calhar está ainda mais forte do que na época passada. O Sporting está diferente, uma equipa super competitiva e amanhã não fugirá da sua ideia. Agora sabemos das dificuldades que irá encontrar pela frente,
- O Arsenal é uma equipa móvel, como travar isso?
- Não vou estar aqui a dizer a estratégia, se não amanhã… Têm variabilidade e não só nos médios. A variabilidade é bastante e depois há a qualidade individual, temos de estar muito focados, mais em temos coletivos do que individualmente. São jogos completamente diferentes, o rigor e o foco têm de ser ainda maior. Esta equipa a qualquer momento de distração sai-nos caro, mas acredito que estamos preparados para isso.
- Como vai ser recebido Gyokeres em Alvalade?
- Será bem recebido por todos nós, com toda a certeza, porque marcou a história do Sporting, do campeonato português, e merece esse reconhecimento.
- Há decepção pela forma como saiu?
- Não, sinceramente não. Tento ser sempre uma pessoa equilibrada, sabíamos que era um jogador importante para nós. Adeptos, sócios, estrutura, continua a ter uma amizade por ele enorme. Tento perceber toda a gente, ser equilibrado, ele tinha essa ambição, mas depois a sua conversa com a estrutura... chegaram a um bom entendimento. No fim tudo foi como deveria ter sido, de forma minimamente correta, para ambos. Era natural que quisesse dar esse passo na sua carreira e nós respeitámos. O futebol é isto, hoje estás aqui e amanhã estás além, o clube é que importa e continua grande. Desejar a melhor força do mundo, acredito que será muito bem recebido, porque a admiração é grande.
- Marcou muitos golos, tem 17 golos, mas a época tem sido desafiante e crítica. Está surpreendido?
- Eu acredito que numa fase inicial do campeonato inglês teve uma adaptação, pelo estilo de jogo do campeonato, do Arsenal, como todas as equipas defendem o Arsenal também. Pela sua característica individual... teve adaptação, mas está bem e quer fazer golos. É natural, por todo o impacto a nível europeu, de golos, que o adepto ficava desconfiado e pelo valor. Depois a verdade vem sempre ao de cima, é um grande jogador e vai marcar golos onde for.
- Faltava uma grande campanha na Europa?
- Sim, mas é tudo um processo, faz tudo parte do crescimento do Sporting e as coisas vão surgir com naturalidade quando o processo é bem feito. O clube está estruturado, às vezes vai haver desvios, pedras, mas é saber contorná-las, faz parte. Se tudo tiver bem identificado entre todos... e esse crescimento é notório ano para ano no Sporting. É tudo uma questão de tempo e o futuro vai ser melhor.