José Mourinho no jogo desta quarta-feira à noite em Turim (foto IMAGO)
José Mourinho no jogo desta quarta-feira à noite em Turim (foto IMAGO)

A análise de Mourinho: «Benfica fez para muito mais»

Técnico dos encarnados lamentou a falta de clarividência nos últimos 15/20 metros do terreno do jogo

José Mourinho fez a primeira análise à derrota desta quarta-feira à noite em Turim na zona de entrevistas rápidas da Sport TV.

— Peço uma análise ao jogo. A exibição do Benfica pedia mais?

— Sem dúvida, mas no futebol ganha quem marca. E há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar, mas ganham, e outras equipas que fazem tanto e não ganham. Nós hoje fizemos muita para ganhar, com as nossa limitações fazemos jogo forte, só que nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, partir a baliza, atacá-la com tudo, e nós tivemos algumas grandes oportunidades, outras que considero meia-oportunidade, em que chegas a zona de finalização e o último passe, decisão, um drible a mais, a menos… Sofremos o golo num período em que essas ocasiões se acumularam e detrás da minha experiência comentava com os meus companheiros de banco: ‘está a pôr-se a jeito para comermos um golo’. Depois, o banco deles é rápido, poderoso, sobretudo para transições, mete o Chico, Openda, Kostic, tudo gente com intensidade. Nós tempos banco diferente, mesmo assim os jogadores foram fantásticos e foram até ao fim, se o penálti entra… não entrou. Críticas ao Pavlidis… menos um ou menos dois… trabalha para a equipa, escorregou, não tem problema nenhum, mas a equipa precisava de um golo para entrar no jogo outra vez. O Benfica fez para muito mais, mas com o pragmatismo do resultado perdemos.

— Considera que vem ganhando cada vez mais uma equipa?

— Sem dúvida [jogadores como Prestianni] crescem e por estarem a crescer é que estão a jogar. A equipa tem jogado bem, mas também há dores de crescimento, que passam por isso. A este nível precisas de jogadores de corpo inteiro, feitos, com estaleca, mas em termos de darem a cara, de fazerem o que foi pedido, tivemos muito, a Juventus esteve em dificuldade, mas equipa italiana que começa a ganhar, depois é muito difícil... Vi jogadores como Aursnes ou Barreiro, que têm jogado cada minuto de cada jogo, jogam, jogam, jogam e jogam, esforço absolutamente extraordinário para fazer este jogo que fizeram.

— As contas estão complicadas, tem de vencer Real Madrid para fazer 9 pontos e o último têm oito pontos…

— Olho de dois modos. Enquanto não nos disserem que objetivamente e matematicamente nove pontos n chegam, vamos acreditar que podem chegar, a segunda vertente, é cultura que temos enquanto clube e que estamos a desenvolver até aos limites, é que no Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação ou profissionalismo e vamos com tudo até ao fim.  O que aconteceu no Porto e hoje, em termos de jogo, entrega, coragem e qualidade, acho que os jogadores têm é de sair daqui valorizados com esta experiência e transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Até aos últimos 15/20 metros fomos muito competentes e corajosos, depois temos de partir a baliza e não partimos.