Luís Freire inconformado: «Não consigo perceber a decisão do VAR»
O treinador Luís Freire, concentrado em jogo do Rio Ave pela Liga de futebol. Foto: HMB Media/Imago.

Luís Freire inconformado: «Não consigo perceber a decisão do VAR»

NACIONAL02.12.202319:36

Treinador do Rio Ave comentou lance de mão na área do Estrela, considerando ter ficado uma grande penalidade por marcar para a sua equipa

Pouco após o término do embate entre Rio Ave e Estrela da Amadora (1-1), o técnico dos vila-condenses, Luís Freire, não escondeu o inconformismo relativamente ao lance que maior discussão gerou no encontro, no qual a equipa da casa reclama um penálti resultante de um toque com o braço de Erivaldo Almeida, defensor do Estrela, à passagem dos 40 minutos, não considerado pelo juiz da partida, Nuno Almeida.

O lance motivou análise do VAR, que não terá considerado faltosa a ação do defensor dos tricolores, decisão que o treinador do Rio Ave assumiu não compreender. «Não consigo perceber a decisão do VAR, é um lance evidente em que o jogador do Estrela corta a bola com a mão, houve um lance em que não foi assinalada uma grande penalidade evidente a nosso favor. O VAR tinha de analisar melhor o lance», lamentou Luís Freire.

Na conferência de imprensa que se seguiu à igualdade entre os dois conjuntos, que mantém uma curta diferença de dois pontos entre ambos – o Estrela passou a somar 12 pontos, ao passo que o Rio Ave chegou aos 10 – o líder dos vila-condenses reconheceu alguma inoperância da sua equipa no primeiro tempo, que dificultou a tarefa de vencer os três pontos em disputa, que teriam permitido a ultrapassagem ao adversário.

«Na primeira parte, o Estrela entrou fechado e muito compacto, e nós devíamos ter sido mais agressivos. Não conseguimos, na primeira parte, criar muitos problemas a um Estrela sempre muito expectante», admitiu o treinador, que lamentou ainda o facto de os seus comandados não terem conseguido segurar a vantagem alcançada aos 81’ – o golo apenas seria validado aos 84’ – ao sofrer nova igualdade aos 86’.

«Na jogada a seguir (ndr: ao golo), numa série de erros nossos, sofremos o empate, que é amargo. Somar um ponto é melhor que zero, mas fizemos mais que o suficiente para vencer», concluiu Luís Freire, inconformado com a decisão da arbitragem relativamente a um lance em que considera ter sido lesado na atribuição de uma grande penalidade, mas resignado com o desfecho que a partida proporcionou.