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Inspiração de João Pedro tramou o Fluminense e colocou o Chelsea na final
O Chelsea é o primeiro finalista do Mundial de Clubes 2025. Na meia-final, os blues levaram a melhor sobre o Fluminense, por 2-0, com o reforço João Pedro a ser a figura do encontro ao apontar os dois golos... frente ao clube que o formou.
Fluminense e Chelsea defrontaram-se pela primeira vez na história, unidos por um mesmo objetivo: ser o primeiro finalista do Mundial de Clubes.
Após um início de jogo pautado por um ritmo baixo e algum equilíbrio, com ambas as equipas a estudarem-se, o Chelsea começou a assumir o controlo da partida, apostando numa pressão alta e organizada. Com Caicedo a encher o meio-campo e Pedro Neto e Cole Palmer a criarem desequilíbrios, os londrinos — favoritos à entrada para o encontro — foram ganhando ascendente sobre o Fluminense até chegarem ao golo... no primeiro remate à baliza.
Momento de inspiração de João Pedro, a pegar na bola de fora de área e a desferir um grande remate de pé direito, que só parou no fundo das redes de Fábio (18’). Que maneira de se estrear a marcar no novo clube para o avançado formado no... Fluminense, que não festejou o tento apontado.
Mas o golo sofrido não abalou os cariocas. Com Arias e Hércules como os elementos mais inconformados, o Flu reagiu e esteve muito perto de chegar ao empate. Grande combinação entre Cano e Hércules, com o médio a colocar a bola por baixo de Sánchez. Quando já se preparava para festejar, Cucurella apareceu de rompante para vestir a pele de herói e salvar os blues mesmo em cima da linha (25’).
Os adeptos brasileiros não desanimaram e até chegaram a celebrar, quando o árbitro assinalou grande penalidade, por mão de Chalobah (35’). Contudo, depois de rever o lance no VAR, François Letexier voltou atrás na decisão, considerando que o braço do defesa estava em «posição natural».
O final do primeiro tempo não terá agradado a Enzo Maresca e o Chelsea entrou nos segundos 45 minutos decidido a resolver a meia-final. Os ingleses voltaram a acertar na pressão e mostravam grande dinâmica na frente, perante um Fluminense que estava desconfortável, sem conseguir sair da sua zona defensiva. Caicedo (49’) e Cucurella (53’) ameaçaram o segundo, antes de João Pedro voltar a brilhar.
Contra-ataque rápido dos blues, com o brasileiro a conduzir a bola até à área e a fuzilar a baliza carioca (56’). Dois remates ao alvo e dois golaços para o reforço dos londrinos, que saiu logo depois, para a entrada de Jackson (60’).
Se o primeiro golo não afetou o Fluminense, o segundo abalou claramente a formação carioca. O Chelsea aproveitou para carregar e teria chegado ao terceiro golo, não fosse Thiago Silva. Por duas vezes, o capitão do emblema do Rio de Janeiro - que tem estado em grande neste Mundial - tirou o golo aos blues, com dois cortes in extremis (65’ e 75’). Aos 40 anos, o central rubricou mais uma exibição de alto nível e mostrou que ainda tem qualidade (e muita...) para estar nos grandes palcos.
Sólido na defesa e perigoso no ataque – apesar de pouco assertivo -, o Chelsea foi controlando a partida a seu bel-prazer, criando oportunidades para fazer o golo e impedindo um tímido Fluminense de crescer no jogo.
Sem um golo do Flu, que poderia relançar o encontro, e sem o terceiro tento dos blues, que acabaria com as dúvidas, a partida não teve mais nada a registar. O Chelsea garantiu o lugar na grande final do próximo domingo e fica, agora, à espera para saber se irá enfrentar Real Madrid ou PSG. Uma coisa é certa, a primeira edição do novo Mundial de Clubes terá uma final europeia.