Gonçalo e Miguel Nogueira em torno da bola com Sudakov - Foto: IMAGO

Vitória de Guimarães: o regresso dos Nogueiras

Gonçalo e Miguel Nogueira foram apostas de Gil Lameiras para a deslocação ao Benfica. O segundo tem sido fundamental no percurso do treinador e foi agora chamado aos sub-21 de Portugal

Os Nogueiras. Dava nome para um livro. Romance, talvez. Mas sem Afonso, Pedro e Carlos. Nesta história, só entram Gonçalo e Miguel. E no onze do Vitória de Guimarães também.

Gil Lameiras decidiu surpreender no Estádio da Luz e Gonçalo Nogueira e Miguel Nogueira foram titulares. O primeiro voltou a alinhar de início quase dois meses depois. O segundo não era escolha para o onze, no conjunto do castelo, desde novembro. Isto tudo ainda nos tempos (longínquos) de Luís Pinto.

Comecemos, precisamente, por Miguel. Estreou-se de D. Afonso Henriques ao peito (na A) na quarta jornada, a 30 de agosto, na receção ao Arouca (1-1), e logo a titular. O médio de características mais atacantes manteve o lugar no onze, nos quatro jogos seguintes, mas depois foi perdendo preponderância. Até sábado, o craque, de 21 anos, só voltaria a ser titular mais uma vez - e foi no confronto da Taça de Portugal, diante do Mortágua (4-0), a 22 de novembro.

O canhoto passou, então, a ser aposta mais frequente (e um dos mais importantes) de Gil Lameiras, na equipa B, da qual é melhor marcador: nove golos em 15 jogos. Foi chave na chegada à fase de subida da Liga 3.

Com a subida de Gil Lameiras à equipa principal para suceder a Luís Pinto, o seu menino de ouro acompanhou-o. Na estreia do mister (1-2, contra o Famalicão), Miguel entrou aos 70'. No segundo encontro, foi titular.

O momento feliz que o número 88 dos conquistadores vive foi premiado com a promoção à seleção sub-21 de Portugal. O atleta já tinha sido convocado para os sub-20. Porém, Luís Freire chamou-o, para suprir a lesão de Gustavo Sá (Famalicão). Miguel Nogueira estreia-se nesse escalão e junta-se a Diogo Sousa e Noah Saviolo.

Vamos agora a Gonçalo. Foi, durante grande parte da época, um dos indiscutíveis de Luís Pinto, na zona mais recuada da intermediária vitoriana, ao lado de Beni. No final de janeiro, teve uma amigdalite e perdeu o lugar para Diogo Sousa. O médio, que vinha de dez jogos seguidos a titular, só voltou a estar disponível quase um mês depois - e não mais voltou a ser escolha de início... até à partida com as águias.