Vitória a ferros e fogo e o United tem a Champions na mão
O Manchester United tem o apuramento para a próxima UEFA Champions League na mão, depois de vitória por 1-0 em Stamford Bridge (onde não ganhava há seis anos para a Premier League), num duelo direto com o Chelsea, sexto classificado – os cinco primeiros apuram-se para a liga milionária.
O triunfo, obtido com golo de Matheus Cunha a passe de Bruno Fernandes – 18.ª assistência nesta Premier League, fica a duas de igualar o recorde de De Bruyne e Henry numa temporada -, deixa a equipa de Michael Carrick com dez pontos de vantagem sobre os sextos classificados. Para o Chelsea, o sonho da Champions ainda não acabou – o Liverpool, 5.º, está a quatro pontos, embora com menos um jogo -, mas os sinais são preocupantes: foi a quarta derrota consecutiva, sempre sem marcar.
Os blues, ainda assim, podem queixar-se da má sorte, ou da falta de pontaria – acertaram três vezes nos ferros: por Estêvão, logo aos 12’ (um minuto depois o brasileiro saiu com problema muscular e o Chelsea sentiu muito a falta dele, até porque Garnacho, que o substituiu, foi uma nulidade); por Delap, que surgiu no onze em vez do lesionado João Pedro, aos 56’; e por Mazraoui, aos 67’, com o central improvisado do United perto do autogolo, os dois últimos lances após belos cruzamentos de Pedro Neto, que assinou boa segunda parte, depois de ter estado apagado na primeira.
Enzo Fernández, no primeiro tempo, e Caicedo, no segundo, também rasaram o poste, e houve ainda golo anulado a Delap por fora de jogo de Palmer, mas desengane-se quem pensar que o Chelsea fez grande exibição. Na verdade, a equipa de Rosenior só criou perigo de longe ou em centros para a área, com a defesa do United sempre muito certinha, incluindo Dalot, de regresso à lateral direita.
O United também não deslumbrou, e chegou ao golo ao segundo remate (o primeiro fora intercetado), aos 43’: Bruno Fernandes fugiu pela direita, aguentou a oposição de Garnacho e cruzou atrasado para o remate de primeira de Matheus Cunha (que antes, em jogada similar mas de Mbeumo, tentara dominar em vez de rematar e desperdiçara boa ocasião).
O único outro lance em que a equipa de Manchester poderia verdadeiramente ter chegado ao golo… teria sido um autogolo, corte de Fofana a tentar impedir que Bruno Fernandes servisse Casemiro que saiu em direção à própria baliza e que Robert Sánchez, com mergulho ágil, conseguiu evitar que entrasse.
Apesar da pressão dos blues e da defesa improvisada – os centrais Maguire, Yoro, Lisandro Martínez e De Ligt ficaram de fora, jogaram no eixo o lateral-direito Mazraoui e o jovem Heaven -, o United pouco tremeu e segurou o triunfo que deixa a Champions a um passo.