Venceu a Taça do Rei e admite: «Itália não está preparada para mim»
Pellegrino Matarazzo, treinador norte-americano de ascendência italiana que conduziu a Real Sociedad à conquista da Taça do Rei frente ao Atlético Madrid, concedeu uma entrevista à Gazzetta dello Sport, onde abordou o feito histórico e as suas origens.
Visivelmente emocionado com a vitória, Matarazzo confessou a dificuldade em descrever o sentimento. «É difícil encontrar as palavras. Tinha levado o Estugarda à Bundesliga e o Hoffenheim à Liga Europa, mas o que fizemos nestes quatro meses é incrível», afirmou.
O técnico destacou a sua mentalidade ambiciosa como um fator chave para o sucesso. «Sou uma pessoa positiva que gosta de sonhar em grande, não gosto de impor limites à minha imaginação», explicou. Matarazzo revelou que sempre acreditou no potencial da sua equipa na competição: «Sim, eu sabia que a Real Sociedad é uma equipa de taças e, de facto, dissemos logo aos rapazes que nesta competição poderíamos fazer algo especial.»
Apesar de se ter focado no trabalho diário, a ambição de vencer esteve sempre presente. «Depois, pensei apenas em trabalhar, dia após dia, mas algures na minha cabeça existia este sonho, esta ambição. Agora é uma realidade», disse, falando sobre a seleção italiana: «Volto a Itália todos os anos, geralmente em junho. Tenho família em Ospedaletto. Cresci com uma profunda ligação com à azzurra. Tinha 12 anos quando perdemos a meia-final do Mundial de 1990 contra a Argentina e lembro-me claramente de chorar no sofá.»
Acerca da possibilidade de treinar em Itália, foi claro: «Nunca me abriram as portas. Não estão preparados para mim. A Série A ainda é muito fechada em relação a treinadores. Estou muito feliz com o rumo da minha carreira. Talvez o que seja necessário seja um impulso diferente, uma abertura a novas ideias.»
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