V. Guimarães: veia goleadora 'saída' da casca
O Vitória de Guimarães está numa evidente crise pontos, no que toca a jogos fora. Em 2026, leva três jogos e três derrotas: Estoril (2-4), Arouca (2-3) e SC Braga (2-3). No entanto, a turma orientada por Luís Pinto está (agora) longe de uma recessão no que toca à atividade ofensiva. Marcou seis vezes nas últimas três deslocações.
«Fazer seis golos nos últimos três jogos fora é um registo interessante, mas o que é certo é que tirámos zero pontos desses encontros», lamentou Luís Pinto, no final do duelo contra os guerreiros do Minho, no último fim-de-semana.
De facto, a equipa nunca tinha feito abanar tanto as redes em aways como tem feito agora. Até então, registava apenas quatro golos em oito confrontos. Contudo, a única vez que tinha marcado dois - Estrela da Amadora (2-0) -, na primeira volta, foi para ganhar. Afinal, aquela que parecia uma boa tendência logo cessou, desde o desafio diante o Estoril.
O resultado no terreno do Arouca foi, ainda assim, o mais duro para os minhotos, que estiveram a vencer por 2-0 e permitiram a reviravolta na etapa complementar.
Aos conquistadores, vão valendo os jogos na sua fortaleza, de onde vêm de duas vitórias, neste arranque de segunda volta - contra Moreirense (1-0) e Estrela da Amadora (2-1) -, para não se atrasarem mais na luta pelos lugares europeus.
A vicissitude de traduzir os tentos em pontos faz com que o arranque da segunda volta não esteja a ser tão animador como o da primeira, onde a equipa, com o mesmo número de jogos disputados (seis), tinha somado mais dois pontos. Mais uma vez, associar os golos aos bons resultados, nesta fase, pode ser enganador. Isto porque a equipa da cidade-berço já concretizou mais (fê-lo em oito ocasiões) do que no mesmo número de duelos no início do campeonato (seis vezes).
Ainda assim, é no Estádio D. Afonso Henriques, no sábado (20h30), que o Vitória pode retomar o caminho dos triunfos, no desafio com o Alverca, contra quem perdeu (0-2), na primeira volta.