Samu foi nomeado capitão no início da presente temporada - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA
Samu foi nomeado capitão no início da presente temporada - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

V. Guimarães: em terra onde a Europa é cega, quem tem Samu é rei

O trintão teve a missão de unir os 'cacos' depois da saída das referências do castelo. Capitaneia, marca, assiste e, mesmo assim, a sua ação nem sempre é suficiente para ajudar a armada que lidera

Samu tem sido dos destaques da oscilante temporada do Vitória de Guimarães. Apesar de todos os percalços da equipa, o capitão tem sabido manter a regularidade e consistência. Não fizesse o médio, que completa nesta terça-feira 30 anos, parte daquele honroso lote de jogadores que não sabem jogar mal.

Atualmente com oito golos apontados, o centrocampista está a apenas um tento de igualar o melhor registo da carreira - logrado no Vizela, em 2020/21. No campo das entregas, Samu (que contabiliza seis) está a três de bater a sua marca recorde, conseguida, igualmente, na referida temporada. É o maior contribuidor na produção ofensiva vimaranense.

Apesar de não ter batido (ainda) os números da sua melhor época de sempre, esta já é a mais positiva do jogador formado entre FC Porto e Boavista, que a 10 de janeiro, levantou o seu primeiro troféu - a Taça da Liga - e logo como capitão.

Samu exibe o troféu aos adeptos vitorianos - Foto: Vitória de Guimarães
O capitão Samu exibiu o troféu aos adeptos vitorianos em janeiro - Foto: Vitória de Guimarães

Apesar de estar apenas no segundo ano de D. Afonso Henriques ao peito, a braçadeira foi-lhe entregue no início da temporada, depois da saída de vários pesos pesados do plantel, como Bruno Varela, Tomás Handel, Borevkovic e Tiago Silva, que em épocas transatas capitanearam os minhotos.

O papel de Samu foi crucial, num momento difícil em Guimarães. O internacional jovem por Portugal (agora trintão) serviu como uma espécie de cola no castelo, juntando os pedaços que restaram nas muralhas vimaranenses, após tão estrondosas saídas. O culminar dessa missão foi o erguer da inédita Taça da Liga.

Foi precisamente desde a conquista da Allianz Cup que Samu arrebitou em termos estatísticos. Até à 'final four' da referida competição, o craque somava dois golos e dois passes para tal em 16 partidas. Desde então, leva seis golos e quatro assistências em 14 duelos. Vitoriano que é vitoriano, certamente, não esquecerá da preponderância que o seu número 20 teve no triunfo mencionado. Samu não foi titular nem na meia-final (2-1, frente ao Sporting) nem na final (2-1, diante do SC Braga). Contudo, entrou em ambos os jogos (quando estavam 0-1) para mudar o rumo dos acontecimentos. Assistiu no primeiro. Fez o mesmo no segundo e ainda juntou tento.