Única ‘invenção’ do Académico de Viseu assume que a intensidade em Portugal é maior do que no Brasil
No Académico de Viseu, para já, não está a ser preciso inventar nada para repetir a fórmula de sucesso do ano passado.
Como já tinha destacado o nosso jornal num artigo recente (17 de setembro), a base da equipa que, 37 anos depois, logrou a subida da Liga 2 à Liga manteve-se.
Nas últimas três jornadas, em que os viriatos alcançaram o feito inédito de três vitórias consecutivas — Gil Vicente (1-0), Vitória de Guimarães (2-1) e Estrela da Amadora (2-0) — no principal escalão, dez dos onze titulares eram da equipa de 2025/26.
O único ingrediente a mais da nova fórmula beirã de Bruno Pinheiro em relação à de Sérgio Fonseca é mesmo o guarda-redes Ewerton. Dos reforços para a nova temporada, apenas o canarinho, que chegou a Viseu por empréstimo do Barra (Brasil), conseguiu afirmar-se no onze.
O guardião de 28 anos teve a missão de substituir Domen Gril, que saiu para o Piast Gliwice (Polónia). Agora, em entrevista à agência Lusa, o brasileiro enaltece a hospitalidade com que foi recebido no Fontelo: «A equipa técnica e os colegas ajudaram-me bastante na adaptação. O Académico trabalha de uma forma positiva, organizada e acredito que tudo isso fez diferença para este início positivo aqui.»
«Tem sido muito bom viver em Viseu. Sinto o apoio dos adeptos em todos os jogos. Sempre tive o sonho de atuar na Europa e poder realizá-lo em Portugal está a ser especial. Claro que sinto saudades dos familiares, mas estou muito focado na parte profissional. Quero, cada vez mais, vincar o meu nome aqui», assumiu o keeper, que vive a primeira experiência fora do Brasil, acrescentando que a intensidade competitiva «é maior» em Portugal.
Ewerton soma 26 defesas nas primeiras sete jornadas, mas salientou que o rendimento individual é consequência do trabalho desenvolvido por toda a equipa: «Esses números são fruto de muito trabalho coletivo. Sempre me preparei bastante para viver um momento como este, tanto técnica como mentalmente. Porém, o mais importante é continuar focado para ajudar a equipa. Com o grupo bem, o lado individual também cresce.»
Os viseenses são, neste momento, sétimos classificados do campeonato, com 11 pontos, resultado do trio de triunfos já mencionado, dois empates — Benfica (2-2) e Marítimo (2-2) — e um par de derrotas — Santa Clara (0-1) e FC Porto (0-3).