Tudor chegou há um mês e pode estar de saída do Tottenham
A crise no Tottenham Hotspur adensou-se e o clube pondera uma segunda mudança de treinador no espaço de um mês, colocando em risco o lugar do técnico interino Igor Tudor, afirma o The Telegraph. Três derrotas nos três primeiros jogos mergulharam a equipa numa luta pela sobrevivência na Premier League.
O treinador croata, que substituiu Thomas Frank no comando da equipa ao assinar a 13 de fevereiro um contrato válido até ao final da época, não conseguiu inverter a maré negativa de uma equipa assolada por lesões. A derrota (1-3) caseira desta quinta-feira frente ao Crystal Palace foi particularmente alarmante para a direção do clube — a equipa sofreu três golos em sete minutos e centenas de adeptos abandonaram o estádio ainda antes do intervalo.
A pressão sobre a administração não veio apenas das bancadas, mas também dos membros do exclusivo Tunnel Club. Estes adeptos, cujos bilhetes de época rondam as 20 mil libras (23 mil euros), expressaram o seu descontentamento diretamente a figuras como o diretor executivo Vinai Venkatesham, questionando de forma incisiva, mas sem insultos, o rumo do clube.
Com a equipa numa série de cinco derrotas consecutivas e sem vencer há 11 jogos no campeonato, o foco imediato é garantir a manutenção. No entanto, os planos para a próxima temporada já estão em marcha, e segundo a mesma fonte, já ocorreram conversas com Roberto De Zerbi para assumir o comando no verão, caso o clube permaneça na Premier League.
Apesar da crise, o clube informou que Tudor, antigo treinador da Juventus, irá orientar a equipa na terça-feira para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madrid. Seguem-se jogos cruciais para o campeonato: uma deslocação a Anfield para defrontar o Liverpool e, a 22 de março, um jogo em casa contra o Nottingham Forest, um adversário direto na luta pela permanência.
Após o jogo com o Forest, o Tottenham terá uma pausa de três semanas na Premier League até à deslocação a Sunderland, a 12 de abril. Este período é visto como uma janela natural para a entrada de um novo treinador, embora a direção possa sentir a necessidade de agir antes, dependendo dos resultados.
A grande questão é encontrar um sucessor disposto a assumir o risco de ser associado a uma possível despromoção, que seria a primeira do clube em 49 anos. Nomes como Harry Redknapp, Glenn Hoddle e Tim Sherwood têm sido mencionados, mas a sua viabilidade é incerta devido ao longo tempo em que estão afastados do futebol.
A decisão final sobre a continuidade de Tudor caberá ao diretor executivo Vinai Venkatesham e ao diretor desportivo Johan Lange, que apresentarão uma recomendação a Nick Beucher, representante da família Lewis, proprietária do clube, na Flórida. Beucher, genro do patriarca Joe Lewis, supervisiona o clube através do fundo da família.
Outras opções que foram discutidas, segundo o The Telegraph no passado incluem o regresso de Mauricio Pochettino, que só estaria disponível após o final da participação dos Estados Unidos no Mundial 2026, e Robbie Keane, antigo avançado do clube que atualmente treina o Ferencváros, da Hungria.
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