Sporting: renovação de Rui Borges mantém funcionamento da atual estrutura
A tão propalada novela em torno da renovação de Rui Borges termina no final desta semana, com o anúncio oficial na sexta-feira, prolongamento do vínculo daquele que foi a grande aposta de Frederico Varandas para substituir João Pereira, que tinha ocupado a vaga de Ruben Amorim. E assim se vai manter o funcionamento da atual estrutura do Sporting.
A reestruturação do futebol profissional do Sporting, impulsionada pelas saídas de Amorim e de Hugo Viana, resultou num modelo de gestão mais centralizado em Frederico Varandas. O presidente puxou a si a gestão do futebol profissional dos leões, deixando de existir a tradicional figura do diretor desportivo com plenos poderes para instaurar uma estrutura triangular. Neste novo desenho, Bernardo Palmeiro e Flávio Costa operam lado a lado na hierarquia, mas com esferas de ação separadas e sob supervisão direta da presidência.
Nesta divisão de competências, Bernardo Palmeiro assumiu a gestão geral do futebol, abrangendo tanto a equipa A como a equipa B. O seu papel é fundamentalmente operacional, sendo o responsável pela gestão das equipas, e negocial, sendo o rosto do clube perante agentes e clubes. Contudo, existe uma fronteira na sua atuação: a identificação de talentos. Esta responsabilidade pertence a Flávio Costa, entretanto promovido a diretor técnico, em linha direta com Frederico Varandas.
O processo de contratação segue, assim, um fluxo rigoroso e previsível. Flávio Costa identifica e seleciona os alvos, como já fazia anteriormente, mas apresentando-os ao presidente em vez de o fazer ao diretor desportivo (função entretanto extinta), que reforçou os seus poderes nesta área. Uma vez aprovado o nome, a pasta continuará a transitar para Bernardo Palmeiro, que conduz a engenharia negocial e a concretização da operação.
O treinador Rui Borges é envolvido na validação tática e enquadramento coletivo, assegurando que o foco da equipa técnica permanece no rendimento desportivo, enquanto a estrutura diretiva garante a execução estratégica do projeto, com uma especialização clara de funções.
Este novo modelo está em funcionamento desde o início da presente época e assim continuará.
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