Foto: Elizabeth Smart/Instagram
Foto: Elizabeth Smart/Instagram

Ultrapassou nove meses de abusos com 14 anos e agora brilha no fisiculturismo

Elizabeth Smart destaca não ter medo de experimentar novas aventuras

Elizabeth Smart está a destacar-se no mundo do fisiculturismo norte-americano e conquistou, na última semana, o concurso de bodybuilding Wasatch Warrior, em Salt Lake City. É a culminação de uma história de superação inspiradora, que deixa a mulher de 38 anos orgulhosa do próprio corpo.

«Tenho muito orgulho do meu corpo e quero celebrá-lo», escreveu no Instagram após a conquista. «O meu corpo acompanhou-me nos piores dias, em todas as experiências infernais e extenuantes, criou e nutriu três filhos lindos, o meu corpo superou todos os desafios que a vida lhe apresentou e levou-me adiante, por isso recuso-me a ter vergonha dele.»

A história de Elizabeth Smart é marcada pelo que aconteceu em 2002, quando tinha 14 anos. Foi raptada da sua casa em Salt Lake City por Brian Mitchell e a mulher, Wanda Barzee. Foi mantida em cativeiro durante nove meses, período durante o qual foi violada diariamente por Mitchell. Foi encontrada em março de 2003 e Mitchell cumpre uma pena de prisão perpétua, enquanto Barzee, libertada em 2018, foi novamente detida em maio de 2025 por violar os termos do seu estatuto de agressora sexual.

Estes eventos foram revelados num documentário recente da Netflix chamado Raptada: Elizabeth Smart.

Na mesma publicação, Smart revelou que teve algum receio em publicar fotografias tão reveladoras do seu corpo. «Quando publiquei as fotografias no palco de biquíni, provavelmente chocou muitos, e eu compreendo o choque, porque se me tivessem perguntado há uns anos se alguma vez competiria num concurso de culturismo, eu teria dito: "Absolutamente não! Nem em 100 anos!"», explicou.

A ativista revelou que inicialmente receou partilhar as imagens por medo de ser julgada ou considerada «indigna» do seu trabalho de defesa dos sobreviventes, um sentimento que, segundo ela, muitos partilham. No entanto, decidiu superar esse receio, concluindo a mensagem com um apelo à coragem.

«Recuso a sentir-me envergonhada por experimentar algo novo e estou a abraçar a minha oportunidade de viver a vida ao máximo. Só espero que todos encontremos a coragem para procurar novas experiências, objetivos, para nos melhorarmos e, mais importante, para encontrarmos a felicidade», afirmou.