Seleção de judo já molda o sonho africano no Benfica
Arrancou a preparação para o Campeonato Africano de Seniores 2026. Num ambiente de otimismo e muito afinco no taballho que é necessário realizar. Helder Camindo, um dos técnicos da seleção, revelou a A BOLA os detalhes desta fase crucial antes da partida para Nairobi. Os primeiros dias são de diagnóstico e sintonia. Mais do que a força bruta, o foco está em colocar todos na mesma página. «Neste momento, estamos na fase de adaptação e vamos elevar os níveis técnicos para que os nossos atletas apareçam a cem por cento na prova que será realizada no Quénia», explicou o treinador.
As condições encontradas no centro de estágio em Luanda mereceram elogios do técnico, que destacou a importância de ter um ecossistema completo para o alto rendimento: «Temos tudo o que um atleta espera: acomodação, apoio de fisioterapia... tudo o que é necessário», assegurou.
Uma das grandes curiosidades em torno da convocatória era a gestão dos atletas que atuam em Portugal e no Brasil. O mistério foi desvendado: o acompanhamento é diário, mesmo à distância. Camindo confirmou que a equipa técnica tem monitorizado o trabalho feito nos clubes internacionais e que estes atletas deverão juntar-se ao grupo já na reta final, diretamente no palco da competição. «O objetivo é mantermos o individual no pódio e, por equipas, também. Há três anos que estamos no pódio por equipas e temos trazido medalhas individuais. O nosso maior objetivo é sempre superar as metas anteriores», rematou com confiança.
Com o cronómetro a avançar para o dia 25 de abril, o judo angolano demonstra que, apesar dos desafios, a ambição de ver a nossa bandeira hasteada em Nairobi continua intacta.