Aziz marcou dois dos três golos com que o Rio Ave bateu o FC Porto em 2022/23 (EDUARDO OLIVEIRA)
Aziz marcou dois dos três golos com que o Rio Ave bateu o FC Porto em 2022/23 (EDUARDO OLIVEIRA)

Rio Ave-Sporting: sem vento, mas com a magia de 28 de agosto...

Prevê-se bom tempo para a hora de início do Rio Ave-Sporting. Céu limpo, 19 graus, sem chuva e quase sem vento. Sexta-feira completam-se quatro anos desde a última vitória do Rio Ave sobre um dos três grandes

A tarefa do Rio Ave para a próxima jornada é tudo menos fácil: receber o Sporting. Há quase dois anos que os leões não perdem, fora de casa, para a Liga. A última derrota surgiu no terreno do Moreirense, a 5 de dezembro de 2024: 1-2. O treinador era João Pereira. O que significa que, com Rui Borges, o Sporting nunca perdeu longe de Alvalade.

Porém, talvez para os vila-condenses não seja mau de todo terminar o jogo de sexta-feira com um ponto, repetindo o que o Aves SAD fez na receção ao Sporting em 2024/25 (2-2) e 2025/26 (2-2), tal como o Gil Vicente em 2025/26 (1-1) e o Estrela da Amadora já em 2026/27 (2-2), ambos em casa.

Para ajudar a sair do jogo com pontos, o Rio Ave poderia ter um aliado que, por norma, dificulta a vida a quem joga nos Arcos: o vento. A previsão do estado do tempo não parece estar a seu favor: céu limpo, temperatura a rondar os 19 graus, zero por cento de probabilidade de chover e, sobretudo, vento de oeste com a sua velocidade a não ultrapassar os 10 quilómetros por hora. Uma brisa, portanto.

Com ou sem vento, o histórico do Rio Ave nas receções aos chamados três grandes não é brilhante nos últimos quatro anos. O que acaba por ser normal para uma equipa da sua dimensão. Nos últimos 13 jogos nos Arcos, com FC Porto, Sporting e Benfica, os vilacondenses somam apenas uma vitória, três empates e nove derrotas. Nada de incomum, repete-se.

O último empate caseiro aconteceu a 3 de fevereiro de 2025, frente ao FC Porto de Martín Anselmi (2-2). Em 2023/2024, dois empates, com o Sporting (3-3) de Rúben Amorim e o Benfica de Roger Schmidt, respetivamente a 25 de fevereiro e 17 de maio de 2024. Para quem é supersticioso e torce pelo Rio Ave, aqui fica a memória. A última vez que os vila-condenses ganharam, em casa, a um dos três grandes foi frente ao FC Porto de Sérgio Conceição: 3-1 na quarta jornada de 2022/2023. Recordemos o dia: 28 de agosto de 2022. A superstição aparece aqui: sexta-feira, dia do Rio Ave-Sporting, é 28 de agosto de 2026. Será que, quatro anos depois, a equipa ganha, de novo, a um grande?

41 jogadores, 21 nacionalidades

Sotiris Sylaidopoulos, o grego de 47 anos que treina o Rio Ave desde o início de 2025/26, tem uma verdadeira Sociedade das Nações ao seu dispor: nada menos de 13 nacionalidades entre os 19 jogadores que utilizou nas três primeiras jornadas da Liga. Há sul-americanos, europeus e até africanos, se assim considerarmos Tamble Monteiro, nascido em Coimbra, mas internacional por Guiné-Bissau.

Rui Borges, até agora, já utilizou 22 jogadores e, curiosamente, também de 13 nacionalidades. Europeus, sul-americanos, africanos e, desde a utilização de Irankunda, oceanianos. Ou seja, outra Sociedade das Nações.

Em conjunto, os dois treinadores já utilizaram 41 jogadores de 21 países. Assim distribuídos: Portugal (8), Brasil (6), Grécia (5), Espanha (3), Uruguai (2), Inglaterra (2), Argentina (1), Austrália (1), Bélgica (1), Chéquia (1), Colômbia (1), Croácia (1), Eslováquia (1), França (1), Guiné-Bissau (1), Hungria (1), Itália (1), Moçambique (1), Países Baixos (1), Senegal (1), Dinamarca (1).

Sylaidopoulos viu 'nascer' Ioannidis e Vagiannidis

Sotiris Sylaidopoulos conhece bem Fotis Ioannidis. Estava no Panathinaikos em 2020/21, quando o avançado começava a despontar na equipa principal. Entre a saída do espanhol Dani Poyatos e a entrada do nosso bem conhecido Laszlo Boloni, o atual técnico do Rio Ave assumiu o comando interino do colosso grego. Mais tarde, no encerramento da temporada, voltaria a liderar a equipa em mais dois encontros decisivos.

Ao todo, esteve três jogos no banco do Panathinaikos. O primeiro ocorreu em agosto de 2020, num empate a duas bolas no terreno do OFI, num momento em que Ioannidis ainda dava os primeiros passos e não saiu do banco. Já em maio de 2021, o reencontro com o ponta de lança no relvado deu-se em pleno play-off: primeiro num nulo fora frente ao AEK de Atenas, onde lançou Ioannidis para os 26 minutos finais; e, depois, numa dura derrota caseira por 1-4 frente ao Olympiakos de Pedro Martins — que alinhava com uma autêntica armada portuguesa (José Sá, Rúben Semedo, Tiago Silva e Bruma) —, jogo no qual o avançado foi titular e atuou até ao minuto 78.

A iniciar sessão com Google...