Shakedown realiza-se esta tarde em Baltar, Paredes. Foto ACP/RallydePortugal
Shakedown realiza-se esta tarde em Baltar, Paredes. Foto ACP/RallydePortugal

Rali de Portugal vai hoje para a estrada

A 59.ª da etapa portuguesa do Mundial de ralis começa hoje em Baltar com o 'shakedown' e tem no francês Sébastien Ogier, sete vezes vencedor, o principal favorito ao triunfo depois dos 1874,58 kms

Elfyn Evans (Toyota Yaris) chega a Baltar, onde, hoje, se realiza o shakedown da 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), na liderança do Mundial. Porém, não é para o galês que todas as atenções estão voltadas, mas sim para o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) que já venceu a prova por sete vezes!

O shakedown assume um papel cada vez mais importante na dinâmica do rali, já que, na prática, é a última oportunidade para as equipas afinarem os carros em condições reais de competição antes do arranque oficial, e, este ano, ainda mais atenção merece, já que existem mudanças relevantes no percurso.

Calendário Rali de Portugal 2026

  • 4.ª feira, 6 maio

    15h01 Shakedown Paredes-Baltar (5,72 km)

    5.ª feira, 7 maio

    14h00 Coimbra

    15h05 SS1 Águeda / Sever (15,08km)

    16h05 SS2 Sever / Albergaria (20,24km)

    18h05 SS3 Figueira da Foz (1,93 km)

    6.ª feira, 8 maio

    7h35 SS4 Mortágua (14, 59 km)

    8h55 SS5 Arganil 1 (18,62 km)

    10h13 SS6 Lousã (7,07 km)

    12h30 SS7 Arganil 2 (18,62 km)

    13h25 SS8 Góis (15,66 km)

    14h08 SS9 Lousã 2 (7,07 km)

    15h45 SS10 Mortágua2 (14,59 km)

    sábado, 9 maio

    7h00 SS11 Felgueiras 1 (8,81 km)

    8h05 SS12 Cabeceiras de Basto 1 (19,91 km)

    9h35 SS13 Amarante 1 (26,24 km)

    11h05 SS14 Paredes 1 (16,09 km)

    14h00 SS15 Felgueiras 2 (8,81 km)

    15h05 SS16 Cabeceiras de Basto 2 (19,91 km)

    16h35 SS17 Amarante 2 (26,24 km)

    18h05 SS18 Paredes 2 (16,09 km)

    19h05 SS19 Lousada – SSS (3,78 km)

    domingo, 10 maio

    8h05 SS20 Vieira do Minho 1 (21,60 km)

    9h35 SS21 Fafe 1 (11,18 km)

    10h35 SS22 Vieira do Minho 2 (21,60 km)

    13h15 SS23 Fafe 2 - Power Stage (11,18 km)

As principais novidades concentram-se nas etapas iniciais, com alterações que introduzem novos desafios técnicos: a super-especial da Figueira da Foz (1,93 km), um traçado renovado; as classificativas de Arganil (18,62 km) e Góis (15,66 km) disputadas em sentido inverso ao habitual e Lousã (7,07 km) estreia-se como troço novo.

Entre os troços mais aguardados voltam a estar nomes históricos como Lousã, Arganil, Amarante, Vieira do Minho, Felgueiras, Fafe e Lousada, garantindo quatro dias de espetáculo, adrenalina e milhares de adeptos nas serras portuguesas.

Ranking de vencedores do Rali de Portugal

  • Sébastien Ogier, Fra 7

  • Markku Alen, Fin 5

  • Hannu Mikkola, Fin 3

  • Massimo Biasion, Ita 3

  • Armindo Araújo, Por 3

  • Juha Kankkunen, Fin 2

  • Carlos Sainz, Esp 2

  • Colin McRae, Esc 2

  • Tommi Makinen, Fin 2

  • Sébastien Loeb, Fra 2

  • Kalle Rovanpera, Fin 2

Fafe decisivo

Sábado oferece ao público e aos milhares de fãs que são esperados nos troços nove classificativas, enquanto o Super Domingo será disputado ao longo de quatro especiais. A segunda passagem por Fafe (11,18 km) volta a assumir o papel de Power Stage, mantendo-se como um dos momentos decisivos da prova. E, para terminar em beleza, a cerimónia de pódio passa a realizar-se junto ao final da derradeira classificativa.

Ogier, Neuville e Araújo

Ao longo dos quatro dias os pilotos - existem 70 equipas inscritas - têm 1874,58 quilómetros no total para percorrer, incluindo ligações, com 344,91 quilómetros cronometrados nas 23 classificativas onde Elfyn Evans e Scott Martin chegam como líderes do campeonato, liderando uma armada da Toyota que ocupa cinco dos seis primeiros lugares da classificação geral.

Da história só reza uma mulher

Desde a sua estreia em 1967, o Rally de Portugal foi palco de muitas lutas memoráveis, mas também de outros episódios, como há 44 anos, quando Michèle Mouton tornou-se a primeira e única mulher a vencer o Rally de Portugal. Foi em 1982, ao volante de um Audi Quattro.

Dois anos depois, o rali esteve muito perto de não se realizar devido à crise petrolífera da altura. Nesse ano, César Torres, o pai do Rally de Portugal, convenceu a FIA a canalizar uma parte dos 500.000 litros de combustível cedidos pela Venezuela para provas automobilísticas.

Este ano, a crise está de volta, mas ainda não se sente entre candidatos de 22 nacionalidades, com destaque para os franceses (18%, 24 participantes) e espanhóis (10%, 14 participantes). Portugal está fortemente representado, com 28 pilotos e navegadores, correspondendo a 21% do total.

Dos presentes, além de Ogier, Evans e Neuville já venceram em Portugal, tal como Solberg, mas quando competia na categoria inferior.

Nesta edição do rali, que faz parte dos fundadores do Mundial de Ralis, que aconteceu em 1973, vão estar 11 equipas em Rally1, 44 equipas em Rally2, com destaque para Yohan Rossel, líder do WRC2 e 13 equipas em Rally3, incluindo 9 no WRC3 e 7 no JWRC.

Um dos pilotos mais acarinhados é naturalmente o português, Armindo Araújo — vencedor por três vezes do Rali —, a principal referência nacional na modalidade, apesar de não competir com um Rally1, mas mais uma vez na estrada à procura de destacar-se entre os pilotos nacionais,

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