Rafa Mir declara-se inocente de violação e exige julgamento público
Rafa Mir, avançado espanhol de 28 anos do Elche, de André Silva e Martim Neto, apresentou a sua defesa perante a acusação de um crime de violação, pelo qual o Ministério Público pede uma pena de dez anos e meio de prisão. O jogador nega qualquer crime sexual, afirmando que as relações que manteve com as duas jovens foram totalmente consentidas.
Segundo a versão do futebolista, os acontecimentos tiveram início na zona reservada de uma discoteca em Valência, onde conheceu as duas mulheres e manteve relações sexuais com uma delas. Posteriormente, o grupo deslocou-se para a residência de Mir, onde o jogador teve relações com a outra amiga, antes de voltar a intimar com a primeira.
A defesa sustenta que foi este triângulo sexual que espoletou um desentendimento entre as duas jovens, o que levou à intervenção da segurança privada do condomínio e, mais tarde, da polícia local. No entanto, o articulado de defesa sublinha que nenhum dos autos levantados pelas autoridades menciona um possível crime contra a liberdade sexual, pois nenhuma das mulheres apresentou queixa nesse sentido na altura.
De acordo com os registos, uma das jovens relatou ter ficado zangada por a amiga ter ido com o jogador, enquanto a outra denunciou que um amigo de Rafa Mir lhe tinha dado uma bofetada.
Com base nestes factos, a defesa de Rafa Mir solicita a sua absolvição e exige que o julgamento decorra de forma pública, opondo-se ao pedido do Ministério Público para que algumas sessões sejam realizadas à porta fechada. A defesa argumenta que não estão reunidas as condições para tal medida, nem para a implementação de mecanismos de proteção que visem separar as alegadas vítimas do arguido.
«Nada justifica que o desenrolar do julgamento oral caia no hermetismo de uma celebração à porta fechada. Nenhum motivo é expresso pela requerente de tão radical restrição para privar do escrutínio público a fiabilidade e suficiência dos meios probatórios propostos pelas acusações em geral e, muito particularmente, do testemunho da queixosa, enquanto apresentado pelas acusações com a vocação de anular a presunção de inocência do arguido», apontou o seu advogado.
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