«Comportamento antidesportivo e manhas de Kimmich»: neerlandeses criticam alemães
Cody Gakpo foi o herói dos Países Baixos no empate a uma bola frente à Alemanha, mas no final do encontro não escondeu a sua frustração com a atitude da equipa germânica no lance do primeiro golo, que considerou um «comportamento antidesportivo». O avançado do Liverpool criticou os alemães por terem continuado a jogada enquanto Brian Brobbey estava caído no relvado com uma lesão.
O momento polémico ocorreu aos 32 minutos do jogo a contar para a Liga das Nações, na Johan Cruijff Arena. Após um sprint, Brian Brobbey sentiu uma dor na coxa e caiu no chão. No entanto, a seleção alemã não interrompeu a jogada, aproveitou o espaço criado e marcou por intermédio de Nmecha. A indignação na equipa neerlandesa foi evidente.
«O que os alemães fizeram é antidesportivo», afirmou Gakpo, que foi o capitão de equipa na partida. «Não há uma regra, mas penso que é normal parar o jogo quando alguém está lesionado no chão. Mas eles decidiram não fazê-lo. Isso, como digo, é antidesportivo. A partir daí, o ambiente aqueceu», acrescentou o jogador.
A lesão de Brobbey revelou-se grave. O avançado sofreu uma lesão muscular na coxa e deverá enfrentar uma paragem de várias semanas. Em conferência de imprensa, Xavi revelou que irá chamar um novo avançado para render o lesionado Brobbey.
Além de Gakpo, também Denzel Dumfries não escondeu a irritação com a atitude dos alemães, em particular com Kimmich, também devido ao lance do golo da equipa de Klopp. Apesar da frustração, o jogador do Real Madrid admitiu que a equipa pode retirar lições do sucedido.
«O extremo olhou para mim como se fosse parar», começou por explicar, perplexo. «Passou a bola para o Kimmich. Nós conhecemos o Kimmich. É um jogador de classe mundial, mas conhecemos as suas manhas, e continuou a jogar», lamentou, referindo-se ao lance que, segundos depois, resultou no golo de Nmecha.
O jogador neerlandês confrontou o adversário, mas reconheceu a eficácia da abordagem alemã. «Isso não nos pode acontecer. No fundo, são coisas que também temos de fazer», refletiu: «Mas fui pedir satisfações, sim. Sem dúvida. No final, fica a sensação de que não foi correto. Mas vê-se que é isso que faz a diferença.»
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