Caroline Martins acredita nas capacidades de Portugal para vencer o encontro     Fotografia FPA
Caroline Martins acredita nas capacidades de Portugal para vencer o encontro Fotografia FPA

Portugal em duelo decisivo para o Euro 2026

Pela primeira vez na história, Seleção feminina defronta, esta quarta-feira, as Ilhas Faroé à procura de islolar-se no segundo lugar do Grupo 4

A Seleção feminina joga esta quarta-feira (19h00), em Tórshavn, um encontro crucial frente às Ilhas Faroé, na qualificação para o Campeonato da Europa 2026. A partida é um confronto direto pelo segundo lugar do Grupo 4, com as equipas empatadas com dois pontos.

Será o primeiro embate oficial de sempre entre as duas seleções, o que adiciona um fator de imprevisibilidade tática. Tanto Portugal como as Ilhas Faroé somam uma vitória e uma derrota nas duas primeiras jornadas. A equipa da casa, que fez história ao qualificar-se para o Euro 2024, venceu a Islândia (24-22) e perdeu com Montenegro (32-26). Já a formação das Quinas, após um desaire inicial contra Montenegro (22-29), recuperou com um triunfo fundamental sobre a Islândia (26-25), em Matosinhos.

O equilíbrio estende-se ao desempenho individual, embora com jogadoras de referência em cada lado. Nas Ilhas Faroé, a dupla composta por Jana Mittún e Pernille Brandenborg é a principal ameaça ofensiva, tendo marcado um total de 24 golos até ao momento. Do lado português, Carmen Figueiredo tem sido a figura de maior destaque, com 11 golos apontados.

Com apenas dois golos a separar as duas Seleções na diferença de golos, este jogo assume contornos de uma final na luta por uma posição privilegiada no apuramento. Recorde-se que o objetivo de Portugal é garantir a segunda presença consecutiva num campeonato da Europa, após ausência de 16 anos.

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Na antevisão da partida, a guarda-redes Caroline Martins alertou para a velocidade do adversário. «É uma equipa que joga muito rápido, têm uma continuidade ofensiva muito boa, o que acho que vai ser importante para a nossa defesa, não as podemos deixar ganhar velocidade e encontrar espaço, principalmente nas entradas aos 6 metros. Temos de estar muito atentas a esses pormenores», afirmou.

A guardiã lusa destacou ainda a experiência de algumas jogadoras faroesas. «São duas atletas com experiência de jogar numa liga forte como é a dinamarquesa. Tal como a restante equipa, são atletas muito ofensivas, rápidas e com essa visão de jogo de dar continuidade. Acho que é por isso que as Ilhas Faroé se têm destacado nos últimos campeonatos», analisou, referindo-se a Mittún e Brandenborg.

Sobre a estratégia para contrariar as nórdicas, Caroline mostrou-se confiante na capacidade da defesa portuguesa. «Vai ser um desafio para a nossa defesa, mas acredito que temos jogadoras fortes e móveis. Ainda que tenhamos atletas mais altas que as Ilhas Faroé, temos muita mobilidade e vamos ter de a usar, deslocarmo-nos com a bola para elas não encontrarem essa superioridade com facilidade», concluiu.

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Após este confronto, as seleções voltam a medir forças a 8 de março, às 17h00, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. A partida terá um cariz solidário, com as receitas a reverterem a favor dos clubes afetados pelas intempéries que assolaram Portugal no início de 2026.

O próximo embate da Seleção está marcado frente a Montenegro, a 9 de abril (19h00), em mais um jogo da fase de qualificação para o Euro.