Polícias querem Maguire banido da Premier League
Os agentes da polícia gregos agredidos por Harry Maguire, em Mykonos, em 2020, criticaram a atitude do central do Manchester United — que foi condenado a 15 meses de prisão com pena suspensa —, defendendo que o desporto não deveria dar palco a este tipo de protagonistas.
«Durante a audiência, os agentes da polícia que foram vítimas neste caso marcaram presença esperando, no mínimo, um pedido de desculpas do arguido — um gesto elementar de respeito para com indivíduos que estavam simplesmente a cumprir o seu dever legal», declarou o advogado dos mesmos, Ioannis Paradissis.
«Não foi feito qualquer pedido de desculpas, uma postura que diz muito acerca do seu caráter. É preciso ressalvar que é absolutamente inaceitável que agentes da polícia, no exercício das suas funções, sofram danos físicos nas mãos de um membro do público, mesmo que tais danos sejam legalmente classificados pelo tribunal como 'lesões corporais leves'», prosseguiu.
«À luz disto, os organismos desportivos competentes e as autoridades do futebol são chamados a examinar esta questão sem demora e a impor as sanções que a justiça exige. É incompatível com os valores do desporto, e com o estatuto de modelo a seguir que se espera dos atletas de elite, que uma pessoa com antecedentes criminais por violência continue a aparecer como jogador da Premier League e como figura pública admirada por jovens fãs em todo o mundo», observou.
O jogador de 32 anos foi condenado a 15 meses de prisão, com pena suspensa, após ter sido considerado culpado das acusações de agressão, resistência às autoridades e tentativa de suborno, durante uma altercação quando passava férias em Mykonos, em 2020.