Pedro Henriques analisa o penálti polémico que marcou o FC Porto-Arouca (3-1) desta sexta-feira

Penálti, linhas e não só: a análise de Pedro Henriques à arbitragem do FC Porto-Arouca

VAR começou bem ao validar o golo dos dragões, mas depois não ajudou num penálti claramente mal assinalado

1' A tecnologia SAOT permite às equipas de VAR determinar situações de fora de jogo de forma mais rápida e precisa, graças a câmaras especializadas que seguem 29 pontos corporais dos jogadores. Com este meio tecnológico, reduz-se significativamente a intervenção humana e, sobretudo, os erros que podem ocorrer em lances de poucos centímetros. Esta tecnologia ainda não existe na nossa Liga, mas há a promessa e a intenção de realizar esse investimento. Por enquanto, dispomos de uma tecnologia que, sendo fiável e aplicada de forma uniforme em todos os jogos, permite repor a verdade desportiva, corrigindo decisões muito difíceis para os assistentes. Neste caso concreto, o VAR esteve bem ao validar o golo inicialmente anulado aos dragões, pois, no momento do passe de Victor Froholdt para Oskar Pietuszewski, este estava 6 centímetros atrás do penúltimo adversário. Golo legal do FC Porto.

45' O árbitro concedeu cinco minutos de tempo extra devido, sobretudo, ao momento do golo dos azuis e brancos, que coincidiu com a análise do VAR e a lesão de Oskar Pietuszewski (que chocou contra o poste e recebeu assistência no relvado por alguns momentos). Durante o primeiro tempo, houve ainda foi prestada assistência médica a um jogador do Arouca.

Positivo
Tecnologia das linhas de fora de jogo, que ajudou na validação do 1-0. Deixou jogar e privilegiou o contacto.

45'+2' Aproveitou. Com o jogo interrompido para a execução de um pontapé de canto, Trezza — que estava 'picado' com Bednarek —, ao sentir o toque inadvertido na cara, dado com o cotovelo por parte do central dos dragões, deixou-se cair. Sem motivo para qualquer ação disciplinar.

67' Amarelos. Bednarek agarrou de forma persistente a camisola de Nandín e este, em resposta e de forma deliberada, abriu o braço esquerdo e acertou em cheio com a mão na cara do jogador portista. Ambas as ações deveriam ter sido sancionadas disciplinarmente.

79' Legal. Bednarek estava de frente para o lance e, ao cabecear a bola, chocou com Trezza, que correu intencionalmente provocando o contacto, caindo no chão a queixar-se de uma falta que não sofreu. Sem qualquer infração do central dos azuis e brancos.

88' Yellu Santiago não atravessou a perna à frente do pé de Seko Fofana quando o internacional marfinense do FC Porto ia rematar; O espanhol apenas abriu ligeiramente a perna direita para disputar a bola, que estava à disposição de ambos. Foi o jogador dos azuis e brancos que abriu claramente a sua perna esquerda para armar o remate, chegando posteriormente e acabando, inclusivamente, por pontapear o calcanhar direito do jogador arouquense. Não há rasteira, obstrução, pontapé ou impedimento de remate por parte do jogador do Arouca. Ou seja, não foi cometida qualquer infração. Penálti mal assinalado, em que o VAR deveria ter revertido a decisão, levando o árbitro ao monitor para ele próprio rever o lance.

90' O árbitro deu nove minutos de tempo adicional em virtude das seis paragens para substituições — nas quais entraram, no total, nove jogadores —, do golo, dos dois momentos de assistência prestada a jogadores lesionados e do tempo de análise do VAR no lance da grande penalidade que favoreceu o FC Porto, ao minuto 88 e resultou no 2-1 para os dragões, após conversão de William Gomes.

Negativo
A interpretação que árbitro e VAR fizeram num lance decisivo, que originou o penálti a favor do FC Porto.

90'+2' Antidesportivo. Sem imagens elucidativas, pois foi na sequência da execução do pontapé de penálti que saíram cartões amarelos para Boris Popovic e Diogo Monteiro. Deduz-se que tenha sido por palavras ou atitudes incorretas dos dois atletas para com o árbitro.

A NOTA DO ÁRBITRO (IANCU VASILICA) - 4