Pedrosa e Campos, voleibol de praia. Foto FPV
A temporada de Pedrosa e Campos arranca esta quinta-feira no Brasil com a estreia no circuito mundial de voleibol de praia. CEV

Pedrosa e Campos estreiam-se no Brasil frente a dupla canadiana

Os tetracampeões nacionais voltam a um palco que no ano passado lhes ofereceu o melhor resultado num Elite16, precisamente em João Pessoa, com um 5.º lugar.

A dupla portuguesa de voleibol de praia, composta por João Pedrosa e Hugo Campos, inicia esta quinta-feira a sua participação no Beach Pro Tour Elite16 de João Pessoa, no Brasil. O primeiro desafio dos atletas lusos, atuais 25.ºs do ranking mundial, será contra os canadianos Samuel Schachter e Jonathan Pickett, num encontro agendado para as 13h00.

Apesar da entrada direta no quadro principal, o sorteio colocou os tetracampeões nacionais na Pool A, um grupo de elevada dificuldade. Para além dos canadianos, os portugueses defrontarão os anfitriões e vencedores da última edição, os brasileiros Evandro Gonçalves e Arthur Lanci, e ainda uma dupla proveniente da fase de qualificação.

Curiosamente, o sorteio inicial previa um confronto com os norte-americanos Taylor Crabb e Andrew Benesh. No entanto, a desistência de uma dupla francesa levou a uma reconfiguração dos grupos, que moveu os americanos para a Pool B e colocou os canadianos no caminho dos portugueses. Esta alteração de última hora forçou uma mudança de planos, uma vez que Pedrosa e Campos tinham agendado um treino com Schachter e Pickett.

O historial é favorável a Portugal no confronto com a dupla canadiana, tendo Pedrosa e Campos vencido por 2-0 na edição de 2024 deste mesmo torneio.

Esta prova marca a estreia oficial da dupla na temporada de 2026, num dos palcos mais exigentes do circuito mundial. A preparação para este arranque de época foi meticulosa, começando com estágios no Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia (CARVP), em Cortegaça, onde treinaram com as seleções de França, Bélgica e Ucrânia.

O momento decisivo da preparação, contudo, decorreu em Tenerife, Espanha. Sob a orientação do selecionador nacional Ricardo Rocha, Pedrosa e Campos treinaram com a elite da modalidade, incluindo os noruegueses Anders Mol e Christian Sorum, líderes do ranking mundial, e os alemães Nils Ehlers e Clemens Wickler, medalhados com a prata em Paris 2024.

João Pedrosa, de 25 anos, considerou a experiência fundamental. «Foi uma experiência incrível treinar todos os dias ao mais alto nível. Melhor não podia ser», afirmou o atleta, filho do histórico do voleibol do SC Espinho, José Pedrosa.

Hugo Campos partilhou da mesma opinião, sublinhando a importância do estágio. «Foi uma grande oportunidade para nós evoluirmos e ganharmos ritmo. Treinar com as melhores duplas do mundo é o cenário ideal para percebermos exatamente onde nos focar», referiu.

Para o selecionador Ricardo Rocha, este contacto com diferentes estilos de jogo permitiu à dupla chegar ao Brasil mais preparada tática e fisicamente. O técnico acredita que este «choque cultural» é o motor para o crescimento da equipa.

O Brasil tem sido um palco de altos e baixos para a dupla lusa. O melhor resultado num Elite16 foi precisamente em João Pessoa, em 2025, com um 5.º lugar. Em 2022, sagraram-se campeões mundiais universitários em Maceió, um dos pontos altos da carreira, tendo conquistado o bronze na mesma competição em 2024.