Paul Seixas impôs-se no mítico Mur de Huy para vencer a La Flèche Wallonne (foto LFW)

Paul Seixas conquista Flèche Wallonne e… que venha Pogacar!

Jovem prodígio francês reinou na clássica belga fez crescer a expectativa para a Liège-Bastogne-Liège, o quarto monumento, no domingo, em que enfrentará o campeão do mundo

Paul Seixas confirmou o favoritismo e conquistou a clássica La Flèche Wallomne, prolongando a série vitoriosa esta temporada em que tem afirmado aos 19 anos apenas. O jovem prodígio francês da equipa Decathlon lançou o ataque decisivo nos últimos metros da subida final da clássica belga, icónico Mur de Huy, distanciando os rivais para vencer com três segundos de vantagem sobre o suíço Mauro Schmid (Jayco) e o britânico Ben Tulett (Visma).  

Seixas transformou a adversidade numa vitória memorável numa das clássicas mais prestigiadas do WorldTour, superando uma queda a meio da corrida para se impor com autoridade. O ciclista de ascendência portuguesa confirmou o estatuto de estrela ascensional do ciclismo com um triunfo notável na estreia na corrida e fez crescer a expectativa para a Liège-Bastogne-Liège, o quarto monumento da temporada, no próximo domingo, em que enfrentará Tadej Pogacar e Remco Evenpoel.  

A corrida desenrolou-se de forma previsível nas fases iniciais, com uma fuga de seis ciclistas a ganhar uma vantagem limitada. Sjoerd Bax, Andreas Leknessund, Jardi van der Lee, Alan Jousseaume, Jakub Otruba e Vincent Van Hemelen formaram a escapada do dia, mas o pelotão, liderado por equipas como a UAE Emirates - XRG, nunca permitiu que a diferença ultrapassasse os três minutos, mantendo a corrida sob controlo a pensar na decisão no Mur de Huy.

A dinâmica da prova alterou-se drasticamente com a intensificação do ritmo no circuito final, onde uma série de quedas afetou vários ciclistas. Nomes como o antigo vencedor Marc Hirschi, Guillaume Martin, Warren Barguil e Diego Ulissi viram as suas aspirações terminarem devido a incidentes.

O próprio Paul Seixas não escapou ao caos. O francês esteve envolvido numa queda e foi visto a correr com um braço ensanguentado, o que levantou momentaneamente dúvidas sobre a capacidade para lutar pela vitória.

Ataque decisivo no Mur de Huy

Nos momentos que antecederam a subida final, Andreas Leknessund, um dos sobreviventes da fuga inicial, ainda tentou uma jogada a solo, mas foi alcançado na Côte de Cherave, onde o ritmo elevado do pelotão anulou todas as tentativas de ataque e preparou o cenário para o confronto esperado no Mur de Huy.

Um grupo reduzido de favoritos chegou junto à base da subida final. Bem posicionado na frente, ao lado de rivais como Ben Tulett e Benoît Cosnefroy, Seixas manteve a compostura. Após uma primeira aceleração na curva em S, o jovem francês lançou um segundo ataque, mais potente, que quebrou definitivamente a resistência dos adversários. Nem Tulett, nem Mauro Schmid ou Cosnefroy conseguiram responder, permitindo que Seixas se isolasse para conquistar uma vitória histórica.