António Salvador, presidente do SC Braga
António Salvador, presidente do SC Braga

SC Braga e António Salvador absolvidos no âmbito da Operação Éter

Arsenalistas congratularam posição adotada pelo Tribunal da Relação do Porto

O SC Braga e o seu presidente, António Salvador, foram absolvidos no processo da Operação Éter. Em comunicado, os arsenalistas saudaram a decisão do Tribunal da Relação do Porto

«O SC Braga e a sua Direção tomaram conhecimento da decisão absolutória do clube e do seu Presidente, António Salvador, no âmbito da Operação Éter, congratulando-se com a posição adotada pelo Tribunal da Relação do Porto que, revogando a decisão da primeira instância, fez justiça e permite repor o bom nome dos envolvidos relembrando-se que o SC Braga e o seu Presidente sempre afirmaram e pugnaram pela transparência e legalidade em todo o processo administrativo em causa e, assim, a sua inocência», pode ler-se na nota oficial.

A Operação Éter, que envolveu 29 arguidos - 21 singulares e 8 entidades coletivas -, dizia respeito a vários crimes económicos, entre os quais corrupção, peculato, participação económica em negócio, abuso de poder, falsificação de documento e recebimento indevido de vantagem. Segundo a SIC Notícias, em causa estavam «procedimentos de contratação de pessoal e aquisição de bens, a alegada utilização de meios deste organismo público para fins pessoais e o apoio prestado a clubes de futebol, a troco de contrapartidas e favores pessoais a Melchior Moreira [presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal entre 2009 e janeiro de 2019 e que era o principal arguido no processo], que, segundo o Ministério Público, «tinha a ambição de concorrer à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional».

Ainda de acordo com a mesma fonte, o Ministério Público «defendia também a condenação do presidente do SC Braga, António Salvador, e do ex-presidente do Vitória de Guimarães, ambos por falsificação de documento, crime alegadamente cometido nos contratos de publicidade nas camisolas dos clubes, celebrados com a Turismo do Porto e Norte de Portugal, mas defendeu a absolvição de Júlio Mendes de corrupção.

Em setembro de 2024, o emblema minhoto foi condenado ao pagamento de 18 mil euros e António Salvador a 15 meses de prisão, com pena suspensa.