O último terreno que separa Itália do Mundial já criou dificuldades a Portugal
A Itália está a um jogo de garantir que, no verão, fará algo que não faz há 12 anos: jogar num Campeonato do Mundo. A seleção italiana, tetracampeã mundial, falhou as edições de 2018 e 2022 e precisou de recorrer ao play-off para continuar a ter aspirações de retornar ao maior palco do futebol global. Depois da vitória frente à Irlanda do Norte, espera aos italianos a Bósnia e o Estádio Bilino Polje, em Zenica. Um recinto em que Portugal já passou por dificuldades.
O pequeno estádio, que, apesar de ter visto reduzida a assistência de 16 mil para 9 mil lugares para o jogo decisivo, é uma das casas da seleção bósnia, na qual os adeptos são conhecidos por criarem um 'pequeno inferno' para quem a visita e, em 2009 e 2011, a Seleção Nacional não foi exceção.
Em novembro de 2009, e de uma vitória por 1-0 na primeira mão do play-off de qualificação para o Mundial 2010, Portugal visitou a Bósnia. Perante um relvado muito desgastado e bancadas fervorosas, foi um golo de Raúl Meireles que garantiu a vitória lusa em Zenica, pela mesma margem.
Dois anos depois, o adversário repetiu-se no play-off, desta vez para o Euro 2012. Antes da partida, Carlos Godinho, diretor-desportivo da seleção das quinas, foi muito crítico do estado do tapete de jogo. «O relvado ainda está pior do que há uns dias. A organização do jogo nada fez para melhorar, muito pelo contrário. Portugal nunca jogou num relvado tão mau, mas não tem outra solução», disse o dirigente. O desfecho foi ainda menos positivo para a Seleção Nacional, que empatou 0-0, mas a passagem ao Campeonato da Europa foi selada com vitória categórica por 6-2 na segunda mão, disputada no Estádio da Luz, com dois golos de Cristiano Ronaldo, outros tantos de Hélder Postiga, um de Nani e mais um de Miguel Veloso.
Entretanto, Portugal já voltou a jogar neste recinto. E foi mais feliz: no apuramento para o Euro 2024, uma primeira parte avassaladora construiu a vitória por 5-0, com dois golos de Ronaldo e um de Bruno Fernandes, outro de João Cancelo e mais um de João Félix. Será certamente esse o exemplo que a Itália quererá seguir neste duelo decisivo, mas Pjanic, o segundo jogador com mais internacionalizações da Bósnia, já avisou que a «paixão» do Bilino Polje será um adversário tão grande quanto os 11 atletas que estarão em campo a lutarem para levar a Bósnia ao Campeonato do Mundo.