Venus Williams de regresso a Roland Garros
Aos 45 anos, a americana Venus Williams está de volta à terra batida de Roland Garros, onde irá competir em pares ao lado da compatriota Hailey Baptiste. A dupla garantiu entrada direta no quadro principal graças à sua classificação combinada, não necessitando de um wildcard.
Este regresso marca a primeira presença de Venus no quadro principal do torneio parisiense desde 2021, ano em que fez dupla com Coco Gauff e foi eliminada na ronda inaugural. As suas aparições em terra batida têm sido raras nos últimos anos, sendo que a participação no Open de Madrid, no mês passado, foi o seu primeiro torneio nesta superfície desde a edição de 2019 do French Open.
Apesar de uma derrota na primeira ronda em Madrid frente a Kaitlin Quevedo, a veterana mostrou-se otimista. «Para me habituar à terra batida, foi um ótimo começo», afirmou, lamentando não poder competir em Roma devido a outros compromissos, nomeadamente a sua presença como coanfitriã na Met Gala.
A parceria com Hailey Baptiste afigura-se promissora. Baptiste tem tido uma boa temporada de terra batida, tendo chegado à terceira ronda em Roma e derrotado a número 1 mundial, Sabalenka, nas meias-finais de Madrid. A sua forma atual, combinada com a vasta experiência de Venus, que já venceu o torneio de pares em Paris por duas vezes (1999 e 2010, com a irmã Serena), torna a dupla uma candidata a ter em conta.
Contudo, Venus Williams não recebeu um wildcard para o quadro de singulares, uma decisão surpreendente, dado que manifestou o desejo de competir e já tinha recebido convites para o Australian Open, Miami Open e Madrid este ano. A sua melhor prestação em singulares em Roland Garros foi a final de 2002, que perdeu para a irmã. Caso não consiga uma entrada de última hora, é esperado que se junte à equipa de comentadores da TNT Sports a partir dos quartos de final.
Wawrinka e Monfils com 'wildcards', Goffin de fora
No setor masculino, os veteranos Stan Wawrinka e Gael Monfils, ambos em época de despedida, receberam convites para o quadro principal do Open de França. A presença de Wawrinka, atual 125.º do ranking, é simbólica, pois foi em Paris que conquistou o título em 2015, ao derrotar Novak Djokovic na final. Monfils, antigo número 6 mundial e agora 222.º, também foi contemplado, esperando-se um forte apoio do público local.
Em sentido inverso, o belga David Goffin, que também anunciou 2026 como a última temporada, não recebeu um wildcard para o quadro principal e terá de disputar a fase de qualificação. O antigo número 7 do mundo ocupa atualmente o 249.º posto da hierarquia.
Já na competição feminina, os wildcards foram maioritariamente atribuídos a jogadoras francesas, com destaque para a jovem Ksenia Efremova, de 17 anos, atual campeã júnior do Australian Open e número 1 mundial do seu escalão.