NES entra no debate das bolas paradas: «É quase uma loucura! Deve ser revisto»
Nuno Espírito Santo foi o mais recente treinador a entrar no debate das polémicas bolas paradas na Premier League, em que muitos golos são validados apesar da excessiva agressividade na área, incluindo aos guarda-redes, e o técnico português lamentou a evolução da liga nesse aspeto.
«As coisas mudaram completamente em termos do que é permitido. O que está a acontecer com as bolas paradas é quase uma loucura. Isso deve ser revisto, e seria útil se eles viessem aos clubes e conversassem com os jogadores para explicar realmente o que é falta, o que é contacto e até onde se pode ir com o contacto, para que os jogadores tenham mais clareza sobre as suas ações, porque, no momento, estamos a ver coisas que não são normais», começou por dizer, em conferência de imprensa, esta sexta-feira.
«É o contacto, o agarrar, o empurrar, os bloqueios. O contacto permitido com os guarda-redes torna a vida deles muito, muito difícil, e isso está a afetar a história dos jogos. Ainda bem que já não tenho de jogar, porque é muito difícil para eles! Alguns deles estão bem, mas alguns dos contactos vão muito além do que é permitido, na minha opinião pessoal. Já tive a oportunidade de abordar esta preocupação com Howard Webb, diretor da Professional Game Match Officials Limited (PGMOL), e ele foi sensato o suficiente para reconhecer que algo está a acontecer. Acho que isso ocorre em toda a liga», revelou, esperando uma mudança para 2026/27.
A um ponto da salvação
Por outro lado, o seu West Ham está num bom momento e encontra-se a apenas um ponto de saltar da zona de despromoção, algo que era visto como muito complicado quando chegou aos hammers. «Não é por minha causa, foi por causa dos jogadores. Eles conseguiram a melhorar as coisas e os resultados ajudaram em tudo. O ambiente e o clima geral estão muito melhores. Conseguimos reagir bem [aos contratempos]. Não é possível sempre, mas recuperar-se de maus desempenhos é sempre importante, especialmente no tipo de luta em que estamos envolvidos», explicou.
No último jogo, NES e companhia venceram o Fulham, de Marco Silva, após uma derrota pesada em Anfield com o Liverpool (2-5). «Vimos contra o Fulham que os jogadores reagiram bem depois do Liverpool. Conseguimos um bom desempenho e um bom resultado, e esperamos que isso continue, mas o que realmente queremos é evitar os contratempos. Vamos tentar manter este ritmo o máximo de tempo possível», apontou, abordando o próximo jogo, o duelo com o Brentford para os oitavos de final da Taça de Inglaterra.
«A Taça é sempre uma boa competição para nós. Adoramos a FA Cup e é nisso que estamos focados agora. As minhas primeiras memórias são da década de 1980, quando o único jogo transmitido em Portugal era a final, por isso significa muito para mim. É realmente muito importante e estamos ansiosos por jogar em casa contra um adversário difícil. Queremos tentar passar à fase seguinte», atirou, recordando o seu percurso na equipa nos últimos meses.
«É sempre difícil entrar no meio da temporada. Lembro-me que as nossas prioridades eram aprender o máximo possível sobre os jogadores, a equipa e o clube. Tudo se torna mais difícil quando se tem menos tempo e mais competições. Sempre que há uma mudança é porque há necessidade de mudar as coisas e isso leva tempo. Às vezes acontece rapidamente, outras vezes demora mais tempo. É difícil, e é difícil para todos os treinadores, porque pode levar tempo até que as coisas funcionem, mas agora acho que estamos num bom momento», concluiu, acreditando na permanência.