Romelu Lukaku, avançado belga do Nápoles
Romelu Lukaku, avançado belga do Nápoles - Foto: IMAGO

Nápoles revela data de regresso de Lukaku: «Haverá consequências»

Belga continua ausente e a recuperar de uma lesão no seu país, sendo que Giovanni Manna, diretor desportivo dos napolitanos, afirmou que o seu comportamento não vai sair impune

O diretor desportivo do Nápoles, Giovanni Manna, manifestou publicamente o descontentamento do clube com Romelu Lukaku, garantindo que a decisão do avançado de permanecer na Bélgica para continuar a sua recuperação física, em vez de regressar a Itália, não ficará sem resposta.

Em declarações à DAZN antes do jogo da Serie A contra o Milan, Manna foi taxativo: «Ele sabe que haverá consequências». O dirigente explicou que o clube pretendia gerir a situação diretamente com o jogador em Nápoles, mas tal não aconteceu. «Não estamos contentes, mas o valor do respeito e a integridade do grupo valem mais do que qualquer outra coisa», sublinhou.

Lukaku, apesar de convocado para a seleção belga, optou por não participar nos particulares contra os Estados Unidos e o México para se focar na sua condição física, após uma época marcada por lesões. O jogador sofreu uma lesão muscular grave em agosto, que o manteve afastado durante cinco meses, e desde o seu regresso no final de janeiro somou apenas 64 minutos de jogo.

A decisão de permanecer na Bélgica para treinar com os seus fisioterapeutas foi contra a vontade expressa do Nápoles. «Ficou na Bélgica a treinar, contrariamente à nossa vontade», esclareceu Manna, acrescentando que o regresso do jogador é esperado «dentro de uma semana». «Depois veremos que medidas tomar», reforçou.

O clube italiano tinha solicitado o regresso do avançado para que a sua reabilitação fosse acompanhada pela equipa técnica liderada por Antonio Conte. A ausência de Lukaku no treino de 31 de março de 2026 levou o Nápoles a ponderar o afastamento definitivo do jogador, reservando-se o direito de tomar medidas disciplinares.

Por sua vez, Lukaku defendeu-se publicamente, afirmando que «jamais poderia virar as costas ao Nápoles», mas justificou a sua decisão com a necessidade de estar «clinicamente a 100%», algo que, segundo ele, não aconteceu nas últimas semanas e que o afetou também a nível mental.

Apesar do conflito, Giovanni Manna tentou desvalorizar a ausência do belga, concluindo que «o futebol continua e temos jogadores importantes».