Arda Guler e Fredrik Aursnes num duelo durante o jogo entre Real Madrid e Benfica no Bernabéu — Foto: IMAGO
Arda Guler e Fredrik Aursnes num duelo durante o jogo entre Real Madrid e Benfica no Bernabéu — Foto: IMAGO

Na Noruega há uma pessoa «um pouco triste» com o regresso de Aursnes à seleção

Felix Horn Myhre, médio do Brann, sente que tem agora o lugar ameaçado, mas também compreende a decisão do compatriota do Benfica

O anúncio de que Fredrik Aursnes está de regresso à seleção depois de quase dois anos de ausência, período em que a Noruega se qualificou para o Mundial 2026, ainda dá que falar. Uma das potenciais vítimas da decisão do médio do Benfica falou sobre o assunto.

Aursnes anunciou que se retirava da seleção, em março de 2024, justificando a decisão com o desejo de ter mais tempo e liberdade para dar prioridade a outras coisas além do futebol. Em setembro, o médio Felix Horn Myhre, do Brann, estreou-se na seleção. Soma, entretanto, cinco internacionalizações e dois golos. Mas sente-se ameaçado.

«É um pouco triste para mim», desabafou, citado pela TV2.

«Ele está a jogar a um nível alto no Benfica e, nos jogos que tenho visto, também estado bem na Liga dos Campeões. Torna, definitivamente, as coisas mais difíceis para mim. Não há qualquer dúvida em relação a isso», argumentou Horn Myhre.

O médio do Brann, porém, reconhece que o anúncio do regresso de Aursnes «é absolutamente fantástico para a Noruega», afinal, segundo Horn Myhre, trata-se de «um jogador de classe que pode ajudar muito» a equipa.

«Posso olhar para isto de duas formas: ficar chateado e considerar que é injusto ou pensar que teve a sorte de fazer parte de participar. O lugar é dele», rematou.

A Noruega joga dois particulares em março — com os Países Baixos, em Roterdão, e Suíça, em Oslo, respetivamente nos dias 27 e 31. Muito provavelmente com Aursnes.