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Mundial 2026: perfis dos jogadores do Gana
16. BENJAMIN ASARE
Clube: Hearts of Oak
Data de nascimento: 13 de julho de 1992
Posição: Guarda-redes
O número 1
Ao serviço do Great Olympics, grande rival do Hearts of Oak, em junho de 2021, Asare partiu uma perna no dérbi contra a sua atual equipa. Esteve afastado dos relvados durante 18 meses e foi aconselhado a considerar a reforma, mas protagonizou uma reviravolta notável: em dois anos tornou-se o titular da seleção do Gana. A sua chegada à equipa nacional foi uma afirmação surpreendente. Depois de o Gana sofrer sete golos em seis jogos e terminar no último lugar do grupo de qualificação para a CAN 2025, Asare foi chamado no âmbito de uma revolução no plantel. Tornou-se, aos 32 anos, o jogador mais velho do Hearts of Oak a estrear-se pelo Gana e o primeiro guarda-redes do clube a representar a seleção em 20 anos. O impacto foi imediato: quatro jogos sem sofrer golos em cinco partidas, garantindo o apuramento para o Mundial. Em novembro do ano passado, defendeu um penálti de Hwang Hee-chan na Kirin Cup, frente à Coreia do Sul, cimentando a sua crescente reputação.
1. LAWRENCE ATI-ZIGI
Clube: St. Gallen
Data de nascimento: 29 de novembro de 1996
Posição: Guarda-redes
Pintor entusiasta
Ati-Zigi nunca quis realmente ser guarda-redes. «Os meus amigos obrigaram-me e eu aceitei», confessou. «Comecei a jogar futebol aos seis anos como jogador de campo. Mas um dia não tínhamos guarda-redes, fui para entre os postes e pronto». Escusado será dizer que a mudança compensou. Construiu uma carreira sólida na seleção, representando o seu país em três edições da CAN (2019, 2021, 2023) e sendo o titular no Mundial de 2022, no Qatar. É o guarda-redes mais experiente do plantel este verão, tendo-se estreado em 2018 — sete anos antes do atual número um, Benjamin Asare. Sempre foi fã de desenho e pintura, o que o ajuda a manter a calma em campo. «Os erros no futebol não me perturbam», afirmou. «O mais importante é manter a calma. E o meu passatempo ajuda muito nisso. Adoro desenhar tudo o que me vem à cabeça, incluindo muitas coisas divertidas.»
12. JOSEPH ANANG
Clube: St Patrick's Athletic
Data de nascimento: 8 de junho de 2000
Posição: Guarda-redes
Antigo internacional sub-20 por Inglaterra, Anang surgiu como uma opção improvável para o Gana em maio do ano passado, quando foi convocado para a Unity Cup, em Londres. A estreia aconteceu em novembro passado, numa derrota por 0-2 frente ao Japão, na Kirin Cup. Um guarda-redes seguro e com reflexos rápidos, nasceu em Acra, mas mudou-se para Inglaterra com a família na adolescência. «Os meus pais emigraram em alturas diferentes para dar uma vida melhor à família», contou em 2024. «O meu pai era eletricista e foi para os EUA, mas já está reformado. Depois, a minha mãe mudou-se para o Reino Unido para trabalhar primeiro nas limpezas; mais tarde, tirou o curso de enfermagem e trabalhou num lar para pessoas com demência. Eu vivia com os meus avós, a minha irmã e os meus dois irmãos, e segui a minha mãe alguns anos depois». Assinou um contrato de formação com o West Ham em 2017, mas não conseguiu a afirmação na equipa principal em sete anos de ligação. Após empréstimos produtivos ao Stevenage e ao St Patrick’s, assinou em definitivo pelo clube da liga irlandesa em 2024.
4. JONAS ADJETEY
Clube: Wolfsburgo
Data de nascimento: 13 de dezembro de 2003
Posição: Defesa
Lutador
Depois de somar 29 titularidades em 32 jogos na sua época de afirmação e de quatro anos no Basileia, Adjetey transferiu-se para o Wolfsburgo no início deste ano, por cerca de 10 milhões de euros. Progrediu rapidamente, melhorando a consistência, o tempo de entrada aos lances e os passes longos diagonais. A sua evolução, aliada à infeliz lesão de Mohammed Salisu, tornou-o quase indiscutível no Gana este verão. Teve uma infância difícil em Teshie, nos subúrbios de Acra. «Não tínhamos muito», disse ao site do Wolfsburgo. «Íamos à escola, jogávamos futebol e ajudávamos os pais. Três coisas, todos os dias». Quando precisava de botas de futebol, tinha de se levantar às 5 da manhã para trabalhar numa obra com os amigos. «Tive de trabalhar. Ajudei lá para as poder pagar». Mais tarde, perdeu o pai num acidente de viação. «Fico muito triste por ele já não poder testemunhar aquilo em que investiu tanto tempo e paixão... Os meus pais deram tudo por mim e pela minha irmã.»
18. JEROME OPOKU
Clube: Basaksehir
Data de nascimento: 14 de outubro de 1998
Posição: Defesa-central
Nascido em Lambeth, Londres, Opoku percorreu um caminho nómada até ao topo. Formado no Fulham, sofreu uma lesão grave aos 17 anos e passou por três empréstimos (Accrington Stanley, Plymouth e os dinamarqueses do Vejle) antes de ingressar no Arouca, em Portugal, em 2022. Daí saltou para o Istambul Basaksehir em 2023. A sua forma tem sido impressionante e foi associado a um regresso à Premier League no último mercado de inverno, algo que desvalorizou: «Como digo sempre, é o plano de Deus. Se continuar a ter boas exibições, o que vier refletirá onde posso ou devo estar», afirmou à World Soccer Talk. Estreou-se pelo Gana em 2023 e descreveu o apuramento para o Mundial como «simplesmente incrível». «Quando estava naquele relvado e o árbitro apitou, olhei em volta e vi o rosto de todos, o rosto da minha família... Fez-me sentir parte de algo muito maior do que apenas futebol. Percebe-se o quanto isto significa para literalmente toda a gente no país.»
21. KOJO PEPRAH OPPONG
Clube: Nice
Data de nascimento: 4 de junho de 2004
Posição: Defesa-central
Ascensão meteórica
Há apenas três anos jogava no segundo escalão do futebol ganês, na Attram De Visser Academy. Nesse verão, partiu para o IFK Norrköping, na Suécia, onde, após um empréstimo ao GIF Sundsvall, provou rapidamente o seu potencial — ao ponto de o Nice pagar 2,5 milhões de euros pela sua contratação em agosto passado. Florian Maurice, diretor desportivo do Nice, afirmou: «O que nos atraiu foi não só a sua velocidade e agressividade nos duelos, mas também a capacidade de jogar em diferentes sistemas». Adaptou-se depressa, jogando no campeonato e nas competições europeias, e logo surgiram rumores sobre o interesse de clubes da Premier League. «Estou surpreendido», disse Oppong à Get French Football News. «Não esperava jogar tanto no início, mas agora estou a jogar muito — e exijo muito de mim próprio». Estreou-se pelo Gana no apuramento para o Mundial contra as Comores, em outubro passado. O futuro parece brilhante.
14. GIDEON MENSAH
Clube: Auxerre
Data de nascimento: 18 de julho de 1998
Posição: Defesa
Experiente
Um dos jogadores mais rodados dos «Black Stars», estreou-se em 2019 contra a África do Sul. Embora propenso a alguns erros — o que levou o selecionador Otto Addo a testar várias alternativas no lado esquerdo —, a experiência e a atitude positiva de Mensah pesam muito. Em 2019 esteve perto de uma transferência de sonho para o Barcelona, para ser suplente de Jordi Alba. Quando o agente lhe falou da oferta, recordou em 2024: «Não consegui evitar pensar no próximo voo para Espanha». No entanto, o negócio colapsou após a notícia ter sido filtrada, quebrando um acordo de confidencialidade. «No dia seguinte, a notícia estava em todo o lado no Gana. Ninguém sabe o que o futuro reserva, a oportunidade pode voltar», disse ao Flashscore. A sua biografia no Instagram diz tudo: «Continua a rezar, continua a planear, continua a lutar.»
17. BABA RAHMAN
Clube: PAOK
Data de nascimento: 2 de julho de 1994
Posição: Defesa
O antigo defesa do Chelsea regressa ao Gana após uma longa ausência e um exílio autoimposto desde 2023, quando foi assobiado pelos adeptos em Kumasi. «Os assobios não me afetaram durante o jogo, mas depois, a caminho do autocarro, caiu-me a ficha. Foi difícil de aceitar. Senti que era a altura certa para me focar no meu corpo e recuperar bem», disse à Joy Sports. A excelente forma na Grécia permitiu-lhe voltar este verão com confiança. Esteve ligado ao Chelsea entre 2015 e 2023, mas somou apenas 23 jogos, passando a maior parte do tempo emprestado ou a recuperar de duas graves lesões no joelho. Quase desistiu após a segunda, em 2019. «Disse à minha família que ia parar», contou à BBC. «Mas o Dr. Paco Biosca [ex-diretor médico do Chelsea] disse que já tinha visto outros jogadores regressar e prometeu que, se eu fosse paciente e forte mentalmente, conseguiria. Decidi lutar pela minha carreira. Estou grato pelo futebol me ter dado uma segunda oportunidade.»
2. ALIDU SEIDU
Clube: Stade Rennais
Data de nascimento: 4 de junho de 2000
Posição: Defesa
Sobrevivente
Formado na Academia Jean-Marc Guillou, na Costa do Marfim, Seidu ingressou no Clermont Foot em 2019. Em 2024 mudou-se para o Rennes, mas sofreu uma rotura de ligamentos em novembro. O caminho de regresso foi longo. «Foi difícil porque tinha muitas dores, mas vi isso como um desafio. Já passei por pior», revelou ao Ouest France. «Cresci numa zona muito dura e violenta. Andar com amigos que tinham esse estilo de vida tornou-me agressivo. Andávamos nas ruas com facas ou catanas, cometi roubos e vandalismo. A minha mãe estava sempre a chorar. Uma vez, fui atacado com uma catana numa luta e passei três meses no hospital. Perdi muito sangue, não conseguia falar... Todos achavam que ia morrer. Tenho sorte por ser jogador e estar aqui. O meu tio empurrou-me para o futebol porque sabia que eu tinha algo especial. O futebol salvou a minha vida.»
6. ABDUL MUMIN
Data de nascimento: 6 de junho de 1998
Clube: Rayo Vallecano
Posição: Defesa-central
Esteve tremido se Mumin conseguiria chegar à América do Norte. Só regressou ao futebol competitivo em abril, após 13 meses de paragem devido a uma lesão no ligamento cruzado anterior. Sofreu a lesão precisamente quando atravessava um momento de forma fulgurante, provando ser um dos jogadores mais consistentes do Rayo, o que o deixou perante meses de uma reabilitação desgastante. Mas conseguiu lá chegar – e o selecionador Carlos Queiroz estava determinado a incluí-lo pelo seu conhecimento da La Liga, compostura e domínio aéreo. É também um excelente modelo a seguir. Em 2024, quando o Rayo goleou o modesto Atlético de Lugones por 6-0 na primeira eliminatória da Taça do Rei, Mumin passou o intervalo a jogar futebol com os apanha-bolas do clube visitado e a tirar fotografias com eles. O clube publicou mais tarde nas redes sociais: «Estaremos sempre felizes pelo sucesso do Abdul. Os nossos apanha-bolas não esqueceram o seu gesto gentil de jogar com eles durante o intervalo do jogo da Taça do Rei.»
23. DERRICK LUCKASSEN
Data de nascimento: 3 de julho de 1995
Clube: Pafos
Posição: Defesa-central
Tem sido uma verdadeira jornada até este Campeonato do Mundo. Nascido em Amesterdão, Luckassen começou na academia de formação do AZ e foi lá que se estreou na equipa principal. Juntou-se aos rivais do PSV num contrato de cinco anos, em 2017, seguindo-se uma série de empréstimos ao Hertha e ao Anderlecht, e depois aos clubes turcos Kasimpasa e Fatih Karagumruk. Mudou-se para Chipre para representar o Pafos em 2024, ajudando-os a conquistar o título na sua primeira época, e, a 5 de novembro de 2025, foi um golo seu de cabeça que deu ao clube a sua primeira vitória de sempre na fase propriamente dita da Liga dos Campeões – um surpreendente triunfo por 1-0 sobre o Villarreal na fase de liga. Depois de representar os Países Baixos nos escalões de formação, sem conseguir chegar à seleção principal, recebeu finalmente a sua primeira convocatória para o Gana em março passado. Acabou por entrar nas escolhas finais para este verão quando Alexander Djiku foi riscado devido a uma lesão na coxa.
26. MARVIN SENAYA
Data de nascimento: 28 de janeiro de 2001
Clube: Auxerre
Posição: Defesa-direito
No início do ano, não seriam muitos a esperar que o jogador de 25 anos estivesse na convocatória para o Campeonato do Mundo mas, após ter feito a sua estreia pela seleção, em março, frente à Áustria, destacou-se contra o País de Gales em maio e está agora a lutar por um lugar no onze inicial. O lateral-direito, nascido em França, começou no Estrasburgo e foi subindo nos escalões do futebol – incluindo uma passagem pela Suíça ao serviço do Lausanne – antes de se juntar ao Auxerre em 2025. Poderia ter optado por jogar pelo Togo – o seu pai é Yao Mawuko Senaya, que somou 26 internacionalizações pelo país natal entre 1998 e 2008. Em março, Marvin tornou-se um dos poucos futebolistas a ser convocado por duas seleções nacionais para a mesma janela internacional, já que tanto o Gana como o Togo o incluíram nas suas listas. «Sinto-me profundamente honrado por representar o meu país», afirmou. «O Gana tem uma história rica no futebol e vestirei a camisola com orgulho, lealdade e compromisso.»
20. AUGUSTINE BOAKYE
Data de nascimento: 3 de novembro de 2000
Clube: Saint-Étienne
Posição: Médio
Boakye deixou o futebol ganês em 2021, assinando um contrato de quatro anos com os austríacos do Wolfsberger AC. Após mudar-se para o Saint-Étienne, três anos mais tarde, falou abertamente sobre uma das suas maiores ambições. «Seria um sonho jogar pelo meu país, mas não vou exigir isso e dizer que tenho de o fazer. A convocatória pode surgir hoje ou amanhã, não sei quando – mas quando vier, será bom e estarei pronto.» Foi obrigado a esperar, mas valeu a pena: a sua primeira convocatória surgiu integrando este lote de eleitos para o verão. Sabe que o seu papel é servir os avançados. «Sou um camisola 10 que adora fazer assistências. O que mais gosto é de assistir o meu avançado porque acho que, quando o avançado marca mais golos, isso dá mais confiança à equipa. Vejo o avançado como a figura principal e, por isso, quando ele não marca e fica frustrado, afeta toda a equipa.» O herói de infância de Boakye era o antigo internacional ganês Sulley Muntari. «Ele era o meu ídolo enquanto crescia porque a minha mãe gostava imenso dele. Então eu via-o jogar e também o adorava.»
3. CALEB YIRENKYI
Clube: FC Nordsjaelland
Data de nascimento: 15 de janeiro de 2006
Posição: Médio-centro
Um talento a seguir
Mais um produto da famosa Right to Dream Academy, Yirenkyi juntou-se aos dinamarqueses do Nordsjaelland em 2024 e tornou-se o favorito dos adeptos após duas exibições na Kirin Cup. Um jogador potente, técnico e versátil, capaz de atuar em todo o terreno ou como ala-direito, é frequentemente comparado a Michael Essien, que é agora um dos seus treinadores na Dinamarca. Sobre a influência do «Bisonte», Yirenkyi diz: «Ele consegue treinar e impactar qualquer pessoa. Aprendemos muito com ele e estamos muito gratos». Yirenkyi chega ao Mundial rodeado de rumores que o ligam aos maiores clubes ingleses. O colega de equipa Prince Amoako Junior disse em janeiro: «Ele não se vê como nós o vemos, porque é muito humilde. Mas o Caleb é incrível, é loucamente bom. É uma superestrela.»
5. THOMAS PARTEY
Clube: Villarreal
Data de nascimento: 13 de junho de 1993
Posição: Médio
Figura da seleção há uma década, Partey está no seu segundo Mundial. Médio defensivo possante, venceu a Liga Europa e esteve na final da Champions de 2016 com o Atlético Madrid, tornando-se o jogador ganês mais caro de sempre ao assinar pelo Arsenal por 45 milhões de libras. Quatro dias após trocar o Arsenal pelo Villarreal em 2025, foi acusado de cinco crimes de violação e um de agressão sexual relativos a incidentes entre 2021 e 2022. Partey declarou-se inocente de todas as acusações em tribunal, estando o julgamento marcado para novembro de 2026. Em fevereiro deste ano surgiram duas novas acusações de violação de outra mulher, às quais também se declarou inocente em abril. A sua advogada afirmou: «Thomas Partey continua a negar todas as acusações. Tem cooperado com a polícia em todo o processo.»
8. KWASI SIBO
Data de nascimento: 24 de junho de 1998
Clube: Real Oviedo
Posição: Médio-centro
Até há pouco tempo, Kwasi era o menos conhecido dos irmãos Sibo. Simon, o irmão, captava as atenções por ter capitaneado o Liberty Professionals e representado as seleções jovens. No entanto, Kwasi superou-o ao ajudar o Real Oviedo a regressar à La Liga após 24 anos. Não que Simon tenha cedido a supremacia: «Quando vou de férias, o Simon ainda me treina», conta Kwasi. «Ele continua a ser o meu treinador! Mas jogar pelo Gana é a realização de um sonho familiar. Os meus irmãos sempre quiseram que um de nós chegasse aos Black Stars». O nome Sibo, na língua Lambossie, significa uma grande família de guerreiros, e Kwasi faz jus ao nome: combativo, atlético e implacável com a bola.
15. ELISHA OWUSU
Clube: Auxerre
Data de nascimento: 7 de novembro de 1997
Posição: Médio-centro
Nascido em França, Owusu formou-se na academia do Lyon. Assinou o primeiro contrato profissional em 2017, mas não se afirmou na equipa principal, rodando no Sochaux e depois no Gent, na Bélgica. Ingressou no Auxerre em 2023. Um líder sólido e fiável no meio-campo, já capitaneou o clube francês e traz maturidade à seleção. Estreou-se no play-off do Mundial de 2022 contra a Nigéria e afirmou em fevereiro: «Seria uma grande bênção jogar no Mundial, mas tento não pensar muito nisso. Para mim, a vida é um processo. Vivo um dia de cada vez e deixo o resto nas mãos de Deus.»
11. ANTOINE SEMENYO
Clube: Manchester City
Data de nascimento: 7 de janeiro de 2000
Posição: Avançado
Superestrela
Arsenal, Millwall, Reading e Tottenham rejeitaram Semenyo quando era jovem; o Crystal Palace dispensou-o aos 15 anos. «Nunca estive tão triste com o futebol. Chorava para o meu pai», contou ao The Guardian. «Parei de jogar durante um ano para me focar na escola». Contudo, através de um programa de academia, conseguiu um teste no Bristol City em 2017. Após três empréstimos, afirmou-se e rumou ao Bournemouth por 10 milhões de libras em 2023, saltando para o Man. City por 64 milhões, em janeiro. «Às vezes vejo memórias no telemóvel de quando estava emprestado e comparo com o agora. É tipo: ‘Uau, chegaste longe’». Tem a palavra «chosen» (escolhido) tatuada nas costas: «Vi as tatuagens do Jayson Tatum [basquetebolista] e tinha ‘chosen’. Senti que era como eu. Sinto que Deus me escolheu para estar nesta posição.»
9. JORDAN AYEW
Data de nascimento: 11 de setembro de 1991
Clube: Leicester City
Posição: Avançado
O porta-estandarte
Após 16 anos na seleção, Ayew chega este verão vindo de uma época exigente no Leicester, onde ingressou em 2024. Embora as exibições em Inglaterra tenham sido irregulares, o seu rendimento pelo Gana continua produtivo, com sete golos e seis assistências no apuramento para o Mundial. Recebeu a braçadeira de capitão, afirmando: «Estou a viver um sonho e não sei quando vai acabar. Nunca pensei ser capitão, mas acredito no destino». É o terceiro Ayew a capitanear os «Black Stars», seguindo as pisadas do lendário pai, Abedi Pelé (capitão entre 1992 e 1998), e do irmão mais velho, André Ayew (2019-2024).
19. IÑAKI WILLIAMS
Data de nascimento: 15 de junho de 1994
Clube: Athletic Bilbao
Posição: Avançado
Ameaça constante
Em 2021, Williams recusou as primeiras abordagens da federação ganesa. Tinha jogado uma vez pela Espanha, num particular em 2016, e disse ao The Guardian: «Nasci em Bilbau. Nunca esquecerei as minhas raízes, mas sinto-me basco e não posso enganar ninguém». Contudo, quando o Gana voltou à carga, após garantir o Mundial de 2022, Williams mudou de ideias: «Não estava esclarecido até ir ao Gana com os meus pais e namorada. Fomos ver o país, a família em Acra e Kumasi. Foi emocionante, parecia que a cidade inteira estava à minha espera quando saí do carro. Foi aí que tudo mudou. Falei com o meu avô e ele disse-me que não tinha muito tempo de vida e que sonhava ver o neto jogar pelo Gana. Não houve mais nada a pensar». O seu irmão mais novo, Nico, também joga no Athletic, mas representa a Espanha.
13. CHRISTOPHER BONSU BAAH
Data de nascimento: 14 de dezembro de 2004
Clube: Al-Qadsiah (Arábia Saudita)
Posição: Avançado
Dotado de velocidade e um drible notável, Bonsu Baah foi cobiçado por grandes clubes europeus aos 14 anos. «Pude fazer testes em todo o lado: Dortmund, Barcelona, Man. United... Mas como não tinha 18 anos, não podia assinar contrato profissional. Ainda bem que tenho paciência», disse ao De Zondag. Em 2023, trocou o Shooting Stars, do Gana, pelo Sarpsborg, da Noruega, mas ficou apenas quatro meses antes de o Genk o contratar por cinco anos. No ano passado, trocou a Bélgica pelo Al-Qadsiah de Brendan Rodgers e estreou-se pelos «Black Stars».
22. KAMALDEEN SULEMANA
Data de nascimento: 15 de fevereiro de 2002
Clube: Atalanta
Posição: Ala
Velocidade pura
No Mundial de 2022, num jogo contra o Uruguai, Sulemana atingiu os 35,7 km/h, a velocidade mais alta registada no torneio. «Nem estava a correr depressa», recordou mais tarde. «Foi numa recuperação defensiva, estávamos a perder 0-2 e faltavam cinco minutos». Ingressou na Atalanta vindo do Southampton por 22 milhões de libras. É o seu segundo Mundial e quarta grande competição pelo Gana. Era conhecido pelas celebrações com mortais, fruto da ginástica que aprendeu na Right to Dream Academy, mas parou: «Os meus pais disseram-me para não fazer mais porque é perigoso. Fi-lo contra a Juventus, mas foi apenas a adrenalina do momento. Não voltarei a fazer.»
7. ABDUL FATAWU
Data de nascimento: 8 de março de 2004
Clube: Leicester City
Posição: Ala
As 28 internacionalizações de Fatawu pelo Gana – mais do que os seus 22 anos de idade – apenas sublinham o talento do extremo, que faz parte dos planos da seleção nacional desde os 17 anos. Após várias épocas de sucesso no Gana, assinou pelo Sporting em 2022. Inicialmente integrado na equipa de sub-23, Fatawu ganhou experiência na Liga dos Campeões e na Liga Europa, antes de representar o Gana no Mundial de 2022. O médio ofensivo juntou-se ao Leicester por empréstimo de uma temporada em 2023, acrescentando poder de fogo à bem-sucedida caminhada de promoção de Enzo Maresca com seis golos e 13 assistências, antes de assinar em definitivo. Foi o segundo melhor marcador ex-aequo do Leicester em 2025/26 (incluindo um chapéu memorável de antes do meio-campo contra o Ipswich), apesar da descida de divisão à League One, e poderá usar o torneio deste verão para se colocar na montra do mercado.
25. PRINCE KWABENA ADU
Data de nascimento: 23 de setembro de 2003
Clube: Viktoria Plzen
Posição: Avançado
Há seis anos, Kwabena Adu foi nomeado pelo The Guardian como um dos 60 melhores jovens talentos do mundo. Contudo, em 2021, antes de um torneio de sub-20, sofreu uma lesão nos ligamentos que o afastou por dois anos. «Foi um momento muito difícil. Voltei para a minha terra natal para relaxar a mente. Nessa altura, nem pensava em voltar a jogar», confessou ao Flashscore. Conseguiu recuperar e assinou pelos checos do Viktoria Plzen em agosto de 2024. O seu ídolo? «O meu estilo é muito parecido com o de Luis Suárez, por isso vejo muitos vídeos dele. Gosto de tudo nele e aprendo muito. Ainda o vejo na MLS.»
10. BRANDON THOMAS-ASANTE
Data de nascimento: 29 de dezembro de 1998
Clube: Coventry
Posição: Avançado
Têm sido 12 meses prolíficos para Thomas-Asante. Em maio passado estreou-se a marcar pela seleção, contra a Nigéria, na Unity Cup de 2025 e, um ano mais tarde, ajudou a liderar o ataque na caminhada do Coventry rumo ao título do Championship, com 13 golos em 33 jogos. Tem sido uma ascensão notável para um jogador que subiu a pulso desde a National League inglesa e que vai jogar no principal escalão após 10 temporadas como profissional sénior. «Estou muito desejoso de manter a cabeça baixa, continuar pronto, porque sou muito apaixonado pela minha nação», disse Thomas-Asante a caminho do seu primeiro grande torneio após o sucesso com o Coventry. Foi recompensado pelos seus grandes esforços esta época com a icónica camisola 10 do Gana, anteriormente envergada por Stephen Appiah – que capitaneou as Estrelas Negras até ao recorde dos quartos de final no Mundial de 2010 – e André Ayew.
24. ERNEST NUAMAH
Data de nascimento: 1 de novembro de 2003
Clube: Lyon
Posição: Ala
Nuamah emergiu como um dos talentos ofensivos mais promissores do Gana a partir da Right to Dream, uma das academias mais prestigiadas da África Ocidental. Depois de desenvolver o seu estilo criativo e pautado pela velocidade na Dinamarca, juntou-se ao Lyon por empréstimo antes de assinar em definitivo com o clube da Ligue 1. Em 2024, um acordo com o Fulham tinha sido alcançado, mas a transferência colapsou após Nuamah ter desaparecido durante os exames médicos. O seu empresário confirmou a profunda afeição do jogador pelo Lyon, levando o proprietário do clube, John Textor, a pedir desculpa por tentar pressionar o extremo a aceitar a transferência. Em 2025, rompeu o ligamento cruzado anterior e, um ano mais tarde, bastaram-lhe apenas três aparições como suplente utilizado pelo seu clube para convencer Carlos Queiroz de que deveria ir ao Campeonato do Mundo. O jovem de 22 anos afirma: «Devem esperar o Nuamah que já conhecem. Treinei no limite e, com o apoio dos meus companheiros de equipa, acho que estou pronto para dar tudo o que puder por esta nação. Não tem sido fácil para mim, contrair uma lesão. Trabalhei arduamente para chegar a este ponto e mal posso esperar por dar o meu máximo.»
Textos de Victor Atsu Tamakloe, do Myjoyonline.com. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.