Parece existir uma nova filosofia para o Grandes Prémios de MotoGP      Fotografia Imago
Parece existir uma nova filosofia para o Grandes Prémios de MotoGP Fotografia Imago

MotoGP quer avançar para circuitos urbanos e apostar em Miami

A criação de mais uma etapa do Mundial nos Estados Unidos parece estra próxima da realidade com a aposta da metropole do Sul da Flórida, a qual já recebe a Fórmula 1, mas existe o desejo de criar provas aproveitando as infraestruturas das cidades e a maior proximidade do público, mas sem abandonar os circuitos míticos

A Liberty Media está a avaliar a adição de uma segunda corrida de MotoGP nos Estados Unidos, considerando o mercado norte-americano como estratégico para o crescimento do campeonato. Miami surge como um dos destinos mais prováveis, com o CEO Derek Chang a descrever o Miami International Autodrome, que já acolhe a Fórmula 1, como «uma escolha lógica».

Numa conversa com investidores, Chang confirmou o interesse em expandir a presença do MotoGP no país. «Os Estados Unidos são um mercado importante para o MotoGP», afirmou, acrescentando: «Estamos interessados em adicionar corridas nos Estados Unidos. Miami parece ser uma escolha lógica porque já existe lá um circuito».

O objetivo principal da Liberty Media, no entanto, é aproximar o MotoGP dos adeptos através de eventos mais acessíveis e integrados em grandes centros urbanos. Esta estratégia aponta para um aumento do número de circuitos citadinos no calendário.

Derek Chang, CEO da Liberty Media Fotografia Imago

«O nosso objetivo declarado é aproximar algumas destas corridas das cidades. Podemos aproveitar melhor as infraestruturas, aeroportos, hotéis e restaurantes, e facilitar a presença dos adeptos», explicou o CEO.

Esta nova direção já se reflete em decisões recentes, como a mudança do Grande Prémio da Austrália de Phillip Island para Adelaide e o regresso a Buenos Aires. «Já estamos a começar a fazer progressos nesse sentido», sublinhou Chang.

Apesar da aposta em circuitos urbanos, a Liberty Media garante que não pretende abandonar a tradição e os circuitos históricos que definem a identidade do MotoGP. «Não queremos uma mudança radical em todas as corridas», clarificou o responsável. «Temos uma longa tradição em locais fascinantes que contribuem muito para o MotoGP e para a sua identidade».

Para concluir, Derek Chang reforçou a intenção de analisar de perto o calendário, mencionando traçados históricos como Jerez, Mugello e Assen, com o intuito de melhorar a experiência dos fãs sem descaracterizar o campeonato.

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