Luís Mendes esclarece motivos para sair do Benfica
Luís Mendes, antigo administrador da SAD do Benfica e vice-presidente do clube encarnado, utilizou a redes social LinkedIn para esclarecer que a saída da Direção do clube, em junho de 2024, a três dias de duas assembleias-gerais (alteração dos estatutos e para apresentação e aprovação do orçamento do clube), não se deveu a uma alegada dívida de Rui Costa, presidente do Benfica, para consigo, no valor de meio milhão de euros — mais juros : 502.445,21 euros .
Saída deveu-se a divergências de natureza estratégica e preocupação com agravamento do equilíbrio financeiro, bem como a política desportiva
«Relativamente à notícia hoje divulgada pela revista “Sábado”, cumpre, a bem do rigor e da verdade, esclarecer que a minha saída do Sport Lisboa e Benfica se ficou a dever exclusivamente a divergências de natureza estratégica e de governação designadamente a preocupação com o agravamento do equilíbrio financeiro, bem como a política desportiva», garante o economista, que esteve no Benfica durante quase três anos, lamentando ainda «que este tema possa ter ganho relevo na vida do Sport Lisboa e Benfica, sobretudo num momento particularmente importante para o clube, o qual exige sentido de responsabilidade e foco absoluto na defesa dos seus superiores interesses.
A suposta dívida foi revelada pela revista Sábado e estaria relacionada com um projeto imobiliário em Carnaxide da empresa 10 Invest, da qual Rui Costa é proprietário. O ex‑vice-presidente e ex‑administrador da SAD encarnada avançou com uma ação judicial contra uma empresa do atual presidente do clube, Rui Costa, para recuperar 500 mil euros emprestados para o empreendimento Dream Living.
De acordo com a mesma fonte, a ação deu entrada a 21 de janeiro de 2025 no Tribunal da Comarca de Oeiras e, entretanto, a dívida já terá sido saldada por Rui Costa, com o pagamento de 502.445,21 euros, em junho do ano passado.
A empresa de Rui Costa será ainda arguida em quatro processos cíveis, além da questão já resolvida com Luís Mendes. Três desses dossiês estão relacionados com o próprio Dream Living – um projeto de seis edifícios e 90 apartamentos, apresentado em 2018 em parceria com o JPS Group. O investimento foi de 45 milhões de euros.
10 Invest também reage
Já esta quarta-feira, também a empresa de Rui Costa reagiu à notícia, admitindo constrangimentos na execução do projeto em Carnaxide, ao mesmo tempo que assegurou que estes são «compromissos pessoais» e, por isso, «sem interferência na atividade do Sport Lisboa e Benfica».
Eis o comunicado
«A 10Invest esclarece que são totalmente falsas as informações veiculadas pela revista Sábado que sugerem a existência de dificuldades económicas associadas à execução de um dos seus projetos.
O que existe é um atraso na obra, motivado por constrangimentos operacionais no ritmo de execução, comuns no setor da construção, algo que lamentamos, mas que está já a ser regularizado e com a maior rapidez possível.
Importa sublinhar que a 10Invest mantém a sua atividade plenamente regular, com estabilidade operacional e financeira, continuando a cumprir escrupulosamente todos os seus compromissos contratuais e financeiros, como sempre aconteceu.
A obra encontra-se em fase avançada e a sua conclusão está prevista para breve, dentro dos parâmetros técnicos e de qualidade definidos.
Por fim, esclarecer que se tratam de compromissos estritamente pessoais que não têm, nem tiveram, qualquer ligação, impacto ou interferência na atividade do Sport Lisboa e Benfica. A 10Invest reafirma o seu compromisso com a transparência, com os seus clientes e parceiros, e com a concretização dos seus projetos com rigor e estabilidade.»