Luís Godinho (IMAGO / News Images) - Foto: IMAGO

Luís Godinho e as críticas aos árbitros: «A liberdade que abril nos deu foi traída»

Árbitro da AF Évora, que tomou posse como presidente da Mesa da Assembleia-Geral (MAG) da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), defende que há uma «ideia completamente errada» do uso da liberdade de expressão

Luís Godinho tomou posse como presidente da Mesa da Assembleia-Geral (MAG) da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) – Luciano Gonçalves avança para o terceiro e último mandato na liderança do organismo. O árbitro da Associação de Futebol de Évora, que sucede a Artur Soares Dias, comentou as críticas que têm sido feitas aos juízes.

«É imperativo que os árbitros, e a arbitragem, se abram cada vez mais ao mundo. Têm sido dados passos nesse sentido, mas é preciso fazer mais. É essencial que as pessoas conheçam a nossa essência e saibam que, deste lado, há homens e pais de família que trabalham arduamente, celebram as suas vitórias e choram as suas derrotas», disse, lembrando que, na temporada passada, foram agredidos 37 árbitros em estádios e pavilhões desportivos 37 árbitros e que, nesta época, já foram 10, sendo «insuficientes» os comunicados e as ações a denunciar os atos.

«Todos temos dias maus, na vida pessoal e profissional. Independentemente de quem cá esteja e de sermos os melhores ou piores do mundo, não podem existir dúvidas da integridade do árbitro sempre que há um erro. Sou acérrimo defensor da crítica, mas não abdico do combate a quem, com a crítica, coloca em causa os valores do árbitro. Somos um país gigante em termos desportivo, com grandes treinadores, futebolistas, dirigentes, mas também grandes árbitros», prosseguiu.

Luís Godinho (IMAGO)

Luís Godinho defendeu ainda que «a liberdade que abril nos deu foi claramente traída», havendo uma «ideia completamente errada» do uso da liberdade de expressão: «Poucos são aqueles que medem o peso das palavras e o impacto que elas têm na vida dos implicantes. Essas palavras nada contribuem para a pacificação do futebol português.»