«Luis Enrique estava a transformar-nos em robôs e disse-lhe que não éramos computadores»
Luis Enrique é reconhecido como um dos melhores treinadores do Mundo. Na época passada, conduziu o PSG, de Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos à conquista da primeira UEFA Champions League da sua história.
Luis Enrique iniciou a carreira de treinador na equipa B do Barcelona. A primeira experiência numa equipa principal aconteceu em 2011/2012, na Roma. Em 2013/2014, estreou-se na LaLiga no comando do Celta de Vigo. No plantel dos galegos estava Augusto Fernández, que recordou a chegada de Luis Enrique.
«Tive de me reinventar quando Luis Enrique chegou. Começou a colocar-me como médio-ofensivo. Começámos mal. Lembro-me que, metodicamente, em termos de compreensão do jogo em si, sabendo o que fazer, como e porquê, comecei a interpretar as coisas muito melhor com Luis Enrique. Foi muito difícil. Para uma equipa que tinha acabado de escapar à descida, é complicado. Estávamos muito mal no início e eu percebia que não entendíamos o jogo, que tudo era forçado», disse, em entrevista ao Offsiders, revelando uma conversa com o técnico.
«Disse-lhe que não entendíamos. Parecia que estávamos a pensar no que tínhamos de fazer em campo estávamos de volta à zona de descida. Recebia a bola e ficava a pensar no que o outro jogador ia fazer e depois no que eu devia fazer. Conversei com ele e disse-lhe que nos estava a transformar em robôs e que não éramos computadores. Disse que a responsabilidade era dele», lembrou.
«Era uma posse de bola agressiva, com um objetivo. Comecei a entender a vantagem numérica. Ele queria implementá-la a começar pelo guarda-redes. No início pensei: ‘O que é que este maluco está a fazer? O guarda-redes com bola como se fosse mais um jogador?’. Isso mostra que muitas vezes não é a ideia em si, mas sim como o treinador te faz acreditar nela. Se te faz acreditar, tu entregaste completamente. É por isso que o diálogo é tão importante», rematou.