«É para ganhar! Queremos já o apuramento»
Com Portugal a uma vitória de garantir a passagem à segunda fase de apuramento para o Mundial de 2027 e num momento em que passou a liderar o Grupo B quando ainda faltam três partidas para disputar, Rafael Lisboa afinou pelo mesmo diapasão do selecionador Mário Gomes e quer resolver tudo já esta segunda-feira, quando os Linces defrontarem a Roménia (17h00) pela segunda vez em quatro dias e após a vitória em Coimbra por 99-82.
Depois do último treino na Pitesti Arena, onde se realizará o embate para a 4.ª jornada, Lisboa, de 26 anos, sublinhou que o triunfo foi um passo importante, mas recusa qualquer tipo de facilitismo perante o novo desafio. No entanto, não só ambiciona carimbar o apuramento imediato como segurar a liderança do grupo.
Para o base, o desfecho de sexta-feira é passado e não terá influência direta dentro de campo, especialmente tratando-se de um confronto fora, contra um adversário de reconhecida dificuldade. «É para ganhar, pois queremos garantir já o apuramento. Sexta-feira foi bom, tratou-se de uma vitória importante, mas agora é outro jogo. O que aconteceu não interessa e, ainda por cima, jogamos fora», começou por referir à comunicação da federação.
No plano estratégico, o vice-capitão identificou os aspetos que carecem de correção para travar os pontos fortes dos romenos e a necessidade de Portugal ser mais eficaz no controlo das tabelas, impedindo que o adversário volte a beneficiar de segundas oportunidades de lançamentos. «Foram uma equipa que ganhou muitos ressaltos ofensivos [17] na nossa tabela e isso é uma coisa que temos de corrigir», alertou. «Foi também um adversário que utilizou muito a linha de três pontos [15/40] e temos de ser compactos na transição defensiva e limitar ao máximo o ressalto ofensivo, principalmente do grande deles [Emi Cate, 10 ressaltos], que ganhou 7 ressaltos ofensivos. Se diminuirmos as segundas oportunidades, vamos estar mais perto de vencer», reforçou.
Quanto ao estado de espírito do balneário, assegura que o grupo atravessa um momento de equilíbrio psicológico perfeito. «A equipa está confiante. Principalmente depois de termos ganho o último encontro, vimos com uma confiança extra. Mas isso não nos dá maior ou menor segurança, estamos no ponto ideal da confiança e respeitamos bastante o adversário, mas estamos seguros que temos capacidade e vamos dar o máximo para vencer», concluiu.