Liga 3: Amarante foi ao Restelo reforçar candidatura à subida
No Restelo, o Amarante venceu o Belenenses por 2-1, num triunfo de peso que o aproxima ainda mais dos lugares de subida.
O jogo começou num ritmo eletrizante e 13 segundos bastaram para incendiar o Restelo. Evandro Barros atirou ao poste logo no primeiro fôlego da partida e deixou no ar a sensação de que o Belenenses podia entrar a todo o gás. Mas o futebol tem destas ironias: aos 58 segundos, o Amarante respondeu da mesma moeda - ou ainda melhor. Na sequência de uma segunda bola, Tiago Ventura aproveitou a desorganização defensiva, rematou, a bola ainda beijou o poste e só depois entrou, silenciando as bancadas.
Foram minutos inicias com emoção, ritmo alto e jogo completamente partido, com transições rápidas e pouca contenção no meio-campo. O Belenenses tentou reagir de imediato, voltou a aproximar-se da área contrária e assumiu as despesas da partida, mas encontrou um conjunto amarantino sereno e competente na organização defensiva.
Com o passar dos minutos, a formação do Restelo ficou mais tempo com a bola, circulou, procurou espaços e tentou empurrar o adversário para trás. Faltou, contudo, maior critério no último passe e eficácia na zona de finalização. Já a equipa orientada por Alex Costa mostrou-se confortável em bloco médio/baixo, sempre pronta para sair em contra-ataque e a gerir a vantagem, que chegou ao intervalo.
A segunda parte trouxe mais posse para o Belenenses, mas pouca objetividade. A equipa da casa instalou-se no meio-campo ofensivo, tentou empurrar o Amarante para trás, mas raramente conseguiu criar verdadeiro perigo. E quando parecia que o jogo caminhava para uma pressão final azul, surgiu o golpe quase decisivo.
Aos 69 minutos, numa transição rápida, Feliciano lançou Saint-Louis na profundidade; após um erro de João Machado, o avançado ganhou na velocidade e só parou quando o esférico já tinha ultrapassado a linha de golo. Um autêntico balde de água fria no Restelo.
Ainda houve tempo para reacender a esperança. Aos 86’, numa jogada coletiva bem desenhada, Sambú cruzou tenso da direita e Eduardo Souza finalizou com eficácia, devolvendo emoção aos minutos finais, mas o Amarante manteve a serenidade e - mesmo com alguns sustos - segurou o triunfo.