João Coelho, treinador de voleibol do Sporting (foto CEV)

João Coelho: «Tivemos oportunidade de relançar o jogo no segundo set»

Treinador do Sporting comenta derrota por 3-0 na Polónia, no terceiro jogo da quarta ronda da Liga dos Campeões

O Sporting sofreu uma derrota por 3-0 frente ao Resovia Rzeszów, em encontro da 4.ª jornada da Liga dos Campeões, esta quarta-feira na Polónia. No final da partida, o treinador leonino, João Coelho, analisou o desempenho da equipa e sublinhou as aprendizagens a retirar de um confronto frente a um adversário de topo do voleibol europeu.

O técnico verde e branco considerou que o segundo set foi determinante para o desfecho do encontro. «Tivemos oportunidade de relançar o jogo no segundo parcial, como já tinha acontecido noutra partida da competição, também frente a uma equipa polaca. Se tivéssemos conseguido empatar, isso poderia ter libertado a equipa e tornado o nosso jogo mais fluído e assertivo», afirmou.

João Coelho reconheceu ainda o impacto do início da partida: «A entrada no primeiro set abalou-nos um pouco. Os níveis são diferentes e o Resovia tem um poderio ofensivo muito forte, sobretudo desde a linha de serviço».

Apesar da derrota, o treinador destacou a competitividade demonstrada em vários momentos, lamentando a falta de maior crença nos instantes decisivos. «Chegámos a estar em vantagem no segundo set, mas faltou acreditar um pouco mais para tornar o jogo mais ‘nervoso’ e obrigar o adversário a outra gestão», explicou.

João Coelho salientou também a qualidade do conjunto polaco, recordando o percurso recente do Resovia. «Estamos a falar de uma equipa que venceu o vice-campeão europeu e que chegou à final da Taça da Polónia. Têm grande robustez física no ataque e no bloco, com uma organização táctica muito forte», sublinhou, admitindo que o Sporting «ficou a dever a si próprio» em determinados momentos do jogo.

Entre os principais trunfos do adversário, o treinador leonino destacou a combinação entre velocidade e dimensão física. «Aliam velocidade a uma capacidade física diferenciada. O nível de ataque e bloco torna muito difícil o controlo do ponto. Além disso, cometeram pouquíssimos erros, o que faz toda a diferença a este nível», analisou.

O foco do Sporting mantém-se, contudo, no crescimento contínuo na principal competição europeia de clubes. «É nestes jogos, frente às melhores equipas, que mais crescemos. A presença na Champions é valiosíssima e não vamos baixar os braços na segunda volta. A construção continua e temos de aperfeiçoar os nossos processos para estarmos cada vez mais preparados», concluiu João Coelho.