Seleção de Macau - Foto: bbkigalifm/Instagram
Seleção de Macau - Foto: bbkigalifm/Instagram

Já lá vão sete anos: seleção de língua oficial portuguesa prolonga jejum de vitórias

Macau perdeu com Aruba

A seleção de Macau foi derrotada, esta quinta-feira, por Aruba por 4-1, num jogo a contar para a segunda edição da FIFA Series, prolongando para quase sete anos o período sem vitórias em jogos oficiais.

A partida, disputada no Estádio Amahoro, em Kigali, no Ruanda, começou da pior forma para Macau, que sofreu o primeiro golo logo aos seis minutos, por intermédio de Carlito Fermina. No Estádio Amahoro, Macau, que contou com Nuno Pereira, jogador do Portimonense, a titular, sofreu ao segundo golo aos 13 minutos, por Jaybrien Romano, que bisou três minutos depois. Na segunda parte, Aruba marcou o quarto golo, por Conner van Kilsdonk, aos 66 minutos, antes de Amâncio Goitia, atleta do Benfica de Macau, reduzir aos 88 minutos.

A seleção das Caraíbas – no 191.º lugar do ranking da FIFA, – vai defrontar, no domingo, o vencedor do outro jogo da série B, entre Tanzânia e Liechtenstein. O vencido irá defrontar Macau, no mesmo dia.

Macau está na 193.ª posição do ranking mundial da FIFA, composto por 210 equipas. Entre os países ou regiões de língua oficial portuguesa, apenas Timor-Leste se encontra atrás do território chinês, em 198.º.

Este foi o 13.º jogo oficial sem vencer para Macau, desde junho de 2019, quando Filipe Duarte, formado no Benfica, garantiu a primeira vitória da seleção em qualificações para campeonatos do Mundo, ao bater o Sri Lanka por 1-0, em casa.

Depois da pandemia de Covid-19, Macau foi das últimas seleções a regressar aos jogos, em março de 2023, após uma pausa de quase quatro anos imposta pela política de zero covid, que incluía a restrição das entradas e quarentenas que chegaram a ser de 28 dias. Nuno Pereira foi o único futebolista a atuar no estrangeiro entre os 25 jogadores convocados pelo selecionador de Macau, Kenneth Kwok Kar-lok, o sucessor de Lázaro Oliveira.

O treinador luso-angolano deixou a equipa em setembro de 2024, após duas derrotas contra Brunei, que eliminou Macau da qualificação para a Taça Asiática de 2027. Desde agosto de 2024 que a FIFA proibiu jogadores sem o passaporte de Macau - apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente -, de representarem a região semiautónoma.