Irmão de Nininho Vaz Maia entre os 15 polícias detidos por suspeitas de tortura
Uma vasta operação da PSP resultou na detenção de 15 agentes e um segurança, suspeitos de crimes graves como tortura, violação e abuso de poder. Entre os detidos encontra-se Mário Vaz Maia, irmão do cantor Nininho Vaz Maia.
A informação, avançada pelo jornal «Observador», indicou que os agentes estão detidos em esquadras do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. Aguardam agora ser presentes a um juiz de instrução criminal para a aplicação de medidas de coação. Poucas horas após as detenções, algumas das vítimas já terão identificado a maioria dos suspeitos nas instalações do comando.
Esta operação, que decorreu na terça-feira, é a terceira fase de uma investigação mais ampla sobre violência policial. Nas duas ações anteriores, já tinham sido detidos nove agentes, que se encontram em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora desde julho de 2025. Na mais recente rusga, foram realizadas 14 buscas domiciliárias e 16 buscas em esquadras da PSP, com especial foco nas do Rato e do Bairro Alto.
As diligências foram confirmadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que, à margem de uma cerimónia, admitiu a possibilidade de «haver novas detenções», referindo que os visados teriam, «de alguma forma, interagido com os comportamentos desviantes».
Os primeiros dois polícias detidos já foram acusados formalmente de submeter as vítimas a «verdadeiras sessões de tortura», que incluíam socos, pontapés, bastonadas e uso de gás pimenta enquanto estavam algemadas. A acusação descreve uma atuação «violenta, perversa, descontrolada e descompensada, exibindo requintes de malvadez».
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) instaurou então nove processos disciplinares e abriu um inquérito interno sobre a partilha dos vídeos das agressões.
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