Dembelé marcou o primeiro golo do PSG, mas o herói foi Gonçalo Ramos com o golo aos 90+5 minutos - Foto: PSG
Dembelé marcou o primeiro golo do PSG, mas o herói foi Gonçalo Ramos com o golo aos 90+5 minutos - Foto: PSG

Insaciável: portugueses salvadores e PSG conquista a Supertaça

A equipa de Luis Enrique marcou primeiro, mas o Marselha fez a reviravolta de forma fantástica. Quando tudo parecia perdido, Gonçalo Ramos saltou do banco, aproveitou assistência perfeita de Vitinha e levou jogo para os penáltis, onde o campeão voltou a sorrir

Este PSG de Luis Enrique não sabe perder. Com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves no onze, os parisienses colocaram-se em vantagem graças a clamoroso erro defensivo logo aos 12 minutos. O Marselha continuou a lutar, chegou ao empate de penálti, aos 74 minutos, e quando Pacho fez autogolo tudo parecia perdido. Não estava porque aos 90+5 o cruzamento de Vitinha é fantástico e a finalização de Gonçalo Ramos seguríssima. O campeão estava vivo e depois da Taça Intercontinental leva também para casa o Troféu dos Campeões, assim se chama a Supertaça de França.

As equipas estavam ainda a estudar o que uma e outra queriam da final quando um erro na saída de bola fez a bola chegar a Vitinha, que com passe de primeira a rasgar toda a defesa permitiu a Dembelé ficar na cara do golo e fazer chapéu perfeito a Rulli.

A equipa de De Zerbi procurou reagir, subir as linhas, mas Vitinha, João neves e Fabián Ruiz iam resolvendo todos os problemas e evitando que a bola chegasse com perigo à área.

De qualquer forma, o jogo mudava, mais prudente o PSG a procurar sair em contra-ataque, mais agressivo em missão ofensiva o Marselha, instalado no meio-campo contrário. E Emerson Palmieri só não marcou porque Chevalier fez uma grande defesa, estavam decorridos 35 minutos.

Assim, o intervalo chegou com o PSG na frente. A solidez no processo defensivo da equipa de Luis Enrique acabou por fazer a diferença.

A segunda parte trouxe um PSG com mais bola e com o Marselha a deixar de ter capacidade de ameaçar a baliza de Chevalier. Momento de emoção nas bancadas só aos 56 mi9nutos, com duas defesas estrondosas de Chevalier a evitar o empate e com o árbitro a assinalar depois fora de jogo. E pouco depois, com remate a desviar no poste de Doué.

Continuava o campeão na frente, mas ficava o aviso, que se repetiu pouco depois, com Gouiri a rematar forte, mas a não conseguir ultrapassar o guarda-redes do Marselha. Até que, aos 74 minutos, a bola chega a Aubameyang, que de primeira isola Greenwood. O lance é polémico, mas o árbitro não tem dúvidas e assinala penálti que o internacional inglês converte.

Prémio para o Marselha, que nunca deixou de acreditar e soube tornar o jogo desconfortável para o favorito PSG, que voltou depois a ter mais bola, mas não evitou o segundo, num lance em que Traoré correu pelo flanco esquerdo, fez cruzamento venenoso, que levou Pacho a marcar na própria baliza.

Mas quando tudo parecia perdido para o PSG, Gonçalo Ramos transformou-se em herói e com remate subtil levou o jogo para os penáltis. Passe perfeito de Vitinha e um tento que vale ouro a ser cem por cento português.

Nos penáltis, Gonçalo Ramos, Vitinha e Nuno Mendes marcaram os três primeiros e com dois falhanços do Marselha o título estava entregue.